Pagar verbas de rescisão somente na Justica do Trabalho esta virando comum e sendo recomendado por advogados.

Ouvi da minha advogada trabalhista que algumas empresas estão dispensando funcionários sem pagar verbas rescisórias, deixando que estes valores sejam calculados e pagos na Justiça do Trabalho. Olhe em que ponto estamos chegando, lamentável.  Já tive problemas e desilusões com alguns poucos funcionários, mas ainda não chegou no ponto de precisar fazer uma coisa dessas. Mas entendo os motivos que levam estas empresas a fazerem isso. Por isso, pesquisei alguns artigos (links abaixo) que defendem totalmente os empregados nestas situações. Imaginando que o Brasil fosse um país perfeito que realmente houvesse justiça e as coisas funcionassem como deveria, esta atitude das empresas seria totalmente descabida, nefasta, desonesta, detestável e imoral. Infelizmente tudo funciona ao contrário no Brasil e a teoria é muito diferente da prática.

A Justiça do Trabalho virou uma fábrica de processos. O Ministério do Trabalho nem o sindicato servem como real homologador de rescisões. Eles se tornaram apenas mais um processo burocrático, uma assinatura e carimbo a mais que o funcionário precisa cumprir para dar entrada no seguro desemprego e retirada do FGTS, apenas um cabide de emprego para aumentar os gastos públicos e principalmente apresentar advogados trabalhistas que querem sugar dinheiro de empresas e empregados, e entram com processos mesmo quando a empresa cumpre 100% dos deveres.

Então os empresários já sabem que mesmo pagando todos os direitos e valores devidos, um valor muito alto ainda vai aparecer para ser pago depois no processo, além dos gastos com advogados (que para o funcionario é gratis mas para empresas bem caro). Os juízes não usam a lei para definir suas sentenças, na realidade tomam decisões que contrariam as leis. Qualquer processo simples pode render multas altíssimas, por isso, mesmo quando a lei está a favor da empresa, é preferível fazer um acordo e pagar logo pro funcionário antes do julgamento pois como diria um advogado “cabeça de juiz e bunda de bebe, a gente pode esperar de tudo”.

Tão imoral quanto esta atitude das empresas, é também imoral o comportamento de muitos funcionários que entram nas empresas já arrumando o terreno, premeditando brigas e esperando ser mandado embora entrar na justiça e ganhar tudo.  Tenho empregados exercendo funções que não requer nenhuma experiencia (auxiliar de produção e ajudante geral) que são analfabetos, ganham 2 salarios minimos, mais benefícios e mesmo assim são umas lesmas trabalhando. Não se esforçam nada e não dão o menor valor ao emprego. Parece que eles disputam uma corrida para ver quem é mais lento e quem entrega menos. São mandados embora e ainda saem cheio de direitos e entrando na justiça.

http://blog-sem-juizo.blogspot.com.br/2012/02/demissao-sem-pagamento-de-verbas.html

http://atdigital.com.br/direitodotrabalho/2013/03/pagar-as-verbas-de-rescisao-somente-na-justica-do-trabalho-e-fraude-que-pode-gerar-o-pagamento-de-indenizacao/

Acabei de demitir uma funcionária que fazia corpo mole, trouxe prejuízos à empresa e, mesmo assim, tivemos que pagar todos seus “direitos”.

Uma funcionária da empresa começou a fazer corpo mole nos últimos meses e nas últimas semanas ficou algo gritante. É um caso típico do funcionário que quer sair da empresa mas não pede as contas para não perder o aviso prévio, seguro desemprego, multa do FGTS, entre outros valores.

 

Na semana seguinte, já percebemos que esta funcionária tinha deixado de mandar documentos importantes para a contabilidade. Tivemos que pagar multas por atraso de pagamento de impostos, contas a pagar vencidas que foram esquecidas, papéis arquivados totalmente errados, mal trato a clientes, ou seja, nunca saberemos tudo que ela aprontou. O pior é que não podemos descontar um centavo de todas as verbas rescisórias, afinal, o TST é cego e dificilmente dá ganho de causa a empresas. Estamos corrigindo as merdas dela ao longo das próximas semanas. A lei trabalhista tem muitos mecanismos de proteção artificial ao trabalhador e esta distinção de direitos para “pedir as contas” e “ser mandado embora” é um grande absurdo. Ou seja, se um funcionário pede demissão, tanto a empresa como o governo deixa de pagar um monte de coisa. Quando a empresa manda embora, tanto a empresa como o governo pagam fortunas ao demitido e garantem várias benesses. A lei mostra a intenção de quem criou as leis: “quando a empresa manda embora, a empresa é considerada uma vilã exploradora e o funcionário é um coitado que tem que receber valores para garantir sua sobrevivência por vários meses. Quando um funcionário pede as contas, ele não merece nada considerando um luxo ter pedido as contas”. Poxa vida, é totalmente aceitável que um funcionário possa se cansar da empresa ou dos colegas ou mesmo queira tentar buscar melhores oportunidades de emprego em outra empresa. Porque criar situações tão opostas para pedir as contas e ser mandado embora?? As leis trabalhistas (assim como os comunistas) esquecem dos fatores motivacionais e que as pessoas tem emoções e existem muitos fatores psicológicos envolvidos no trabalho. As leis também não aceitam distinção de remuneração para pessoas mais produtivas ou “que dão o sangue”. Então quando um funcionário faz corpo mole, ele continua ganhando a mesma coisa que um funcionário mais empenhado. Fica muito comodo fazer corpo mole para a empresa mandar embora.

Por isso, digo a qualquer empresário: mesmo sendo bem caro, se um funcionário diz que quer sair, mande-o embora. Afinal, ele vai começar a fazer corpo mole e trazer prejuízos muito maiores a empresa. A maioria jamais pedirá as contas… ficará meses ou anos enrolando e ainda criando um clima horrível dentro da empresa.

Lembre-se disso e dos altos valores de verbas rescisórias ao contratar um funcionário e definir seu salário. Quanto mais você paga hoje, maior será a mordida no final. Com tantas leis trabalhistas absurdas e altos custos, o medo do empresário só aumenta ao elevar salários. Por isso, os salários são sempre os menores possíveis para reduzir os riscos.