Meu empregado perdeu na justiça do trabalho. Chupa!!

Tive um empregado que entrou na justiça do trabalho pedindo mais de R$100 mil reais sem provas tendo trabalhado menos de 3 anos na empresa. Já escrevi vários artigos mencionando a fábrica de processos trabalhistas no Brasil pelo fato do funcionário não gastar nem um centavo e os juízes darem ganhos de causa aos empregados mesmo sem fundamento legal. Desta vez, tive um sentimento que as coisas podem estar mudando um pouco. O juiz estabeleceu um valor irrisório para ser pago ao funcionário, ou seja, de 30 alegações, o empregado ganhou apenas uma de valor ínfimo.
Além do juiz emitir sua decisão, o advogado do empregado perdeu o prazo para recorrer. Ou seja, um processo que se arrastava há mais de 3 anos, poderia se arrastar por mais 3 ou 5 anos, mas o advogado do empregado pisou na bola. Isso é o que acontece com advogados que não cobram nada de seus clientes e pegam zilhões de processos ao mesmo tempo.

Será que os juízes estão percebendo o mal que estavam fazendo com sua política 100% paternalista?

Baterista de Ivete Sangalo pede R$5 milhões de verbas rescisórias na justiça !!! Tão absurdo quanto este valor pedido, é a morosidade da justiça e dificuldade em tratar algo que deveria ser tão simples.

Não imagino como 11 anos de trabalho em qualquer profissão possa gerar um direito trabalhista tão grande somente de rescisão. Vou chutar um bom salário de R$10 mil por mes, daria R$120 mil por ano. Isso dá entre R$1 e R$1,5 milhão apos 11 anos. Ele está pedindo um valor muito maior do que ele ganhou durante todos os 11 anos. É um espanto… mas a justiça trabalhista e os advogados trabalhistas são assim mesmo. Já vi outros processos milionários com funcionários que não trabalharam nem 5 anos numa mesma empresa.

Se um mero funcionário pode fazer, eu imagino um deputado (ou qualquer outro político) fazendo o mesmo e ganhando aquelas ajudas de custo e aposentadorias milionárias do governo. Mas voltando ao assunto…

Pior do que ver um processo desse tipo é como a justiça é lenta para resolver um assunto tão simples para definir valores de verbas rescisórias. Antes de virar um processo na justiça, não é possível resolver isso com um ou dois contadores, tem advogado trabalhista, sindicato, ministério do trabalho, conciliação… ou seja, todas estas coisas não valem nada?? tem que depender de um processo que leva meses ou anos, para um juiz dar uma lida de 5 minutos e emitir um parecer?

Isso mistura a ganância de todo mundo querer ganhar mais: empresários, advogados, trabalhados, sindicatos, máquina do governo…

Mas principalmente as leis confusas que geram as mais diversas interpretações: a empresa faz um calculo conservador para baixo, e o advogado do trabalhador faz outro cálculo jugando todas as multas possíveis e impossíveis multiplicando os valores por 100. Ou seja, é impossível saber o valor certo.

E o ponto final que já expus em outros artigos: qual o sentido do funcionário ser descontado um monte de valores durante o recebimento do salário todos os meses para receber uma bolada gigante quando sai da empresa? Não tem empresa que consegue se preparar e “economizar” para as verbas rescisórias gigantes, e o funcionário aprende que ele só vai ganhar dinheiro quando for mandado embora.

 

http://www.jornalmassa.com.br/2010/12/18071-baterista-trava-batalha-com-ivete.html

Fui obrigado a fazer um acordo trabalhista de R$5.000, mesmo tendo todas as provas a meu favor. Funcionário escondeu a verdade do próprio advogado de defesa.

Tive um funcionário que depois de ser despedido, entrou na justiça contra mim alegando que havia perdido a audição por culpa da empresa e por isso pedia danos morais, além de pensão vitalícia. Sempre fornecemos EPI correto e ele nunca trabalhou em áreas com muito barulho. O grande detalhe é que desde o exame admissional, já havia sido detectado o problema de audição dele e todos percebiam que ele era um pouco surdo. Para resumir, semana passada foi a audiência e achamos melhor fazer um acordo no valor de R$5.000. O advogado do funcionário não sabia que ele já tinha entrado surdo, ou seja, o funcionário mentiu para seu próprio advogado e por isso, o valor do acordo acabou sendo esse mesmo mais baixo do que esperávamos.

Tinha plenas condições de ganhar o processo, mas com certeza gastaria mais de R$5.000 com tudo. Teria que pagar o perito, ter custos advocatícios e muita dor de cabeça por meses ou anos. Minha advogada até comentou que se o juiz não estiver num dia bom, eu poderia perder a causa. Outra situação possível seria o perito ligar para mim pedindo uma bolada para dar um parecer favorável a mim. Ainda teria que contratar um médico para acompanhar a perícia e fazer alguma contestação técnica do laudo do perito caso necessário.

Moral da história, o funcionário salafrário saiu com R$5000 apesar de não merecer. Não houve justiça e incentiva todos demais funcionários a conseguir o mesmo dinheiro “fácil” se apoiando na putaria que é a justiça do trabalho no Brasil. Preferi pagar para ter sossego. Infelizmente tudo funciona assim no Brasil. Já lutamos contra tantas coisas e ainda temos que pagar para ter sossego, da mesma maneira que pagamos para o cuidador do carro (flanelinha) não estragar nosso carro.