Não confie nas empresas certificadoras do Inmetro pois muitas mentem dizendo que seu produto tem certificação obrigatória.

Depois da nova lei que exige selo Inmetro para dezenas de novos produtos, aconteceu uma correria maluca em muitas empresas para certificar seus produtos. Enquanto as grandes empresas e multinacionais tem verba para gastar mais de R$20.000 para certificar um produto, as pequenas e médias empresas são obrigadas a desistir de manter o produto no mercado, já que produto sem certificação pode gerar altas multas.

Consultei muitas empresas certificadoras e tive muita dificuldade em ser bem atendido. Creio que elas deem preferencia para grandes empresas com grande linha de produtos. Tinha dúvida se meu produto exigia certificação compulsória ou não. Passei mais de 2 anos com esta dúvida pois mais de 6 empresas me juraram que meu produto exigia certificação, mas eu não sendo advogado (nem entendido do assunto) lia o texto da lei e tinha a impressão que meu produto não se enquadrava. Não entendo “juridiques” mas em português era isso que estava escrito. 

Até que uma empresa de grande nome no mercado me comentou que meu produto não exigia a certificação. O nome desta empresa merece ser mencionado por sua honestidade, profissionalismo e bom atendimento. A empresa é SGS. Muitas empresas se aproveitam do desconhecimento de seus clientes para certificarem produtos que não precisam de certificação e plantam aquele terror básico de que nosso produto não pode ser vendido sem o selo.

Estou agora tranquilo que meu produto não requer a porra do selo Inmetro.

Certificações Inmetro, Anatel, entre outros, deveriam ser subsidiados pelo governo ou financiados para incentivar empreendedorismo e inovação.

Publiquei há alguns meses um artigo mencionando o alto custo de obter uma certificação Inmetro para um produto que eu estava importando havia alguns anos. Cada vez mais o governo exige certificados gerais para todos os tipos de produto. Recentemente tive interesse em importar produtos específicos para telecomunicação e descobri que precisaria do selo da Anatel. A primeira vez custaria em torno de R$20.000 e depois teriam pagamentos anuais de valor bem mais baixo.

O outro produto anterior que exigia Inmetro custaria também entre R$20.000 e R$30.000, imaginando que o produto fosse aprovado de primeira, sem exigir nenhuma modificação.

Não sou contra a certificação, pelo contrário, certificações garantem segurança e boa qualidade a população. O que acho absurdo é o alto custo para obter os selos: testes em laboratório, visita a fábrica, entre outras documentações. Para grandes empresas que vendem milhares de unidades de cada produto e fabricam ou importam vários conteineres por ano, o custo do selo é diluido. Mas e no meu caso, que não vou vender nem mesmo 1000 peças do meu produto? Encarece demais meu investimento e o custo final do produto.

Para incentivar as empresas e viabilizar o lançamento de novos produtos no mercado, o governo deveria facilitar a obtenção do selo, seja através de subsidio ou mesmo financiamentos de longo prazo. Fica bom para as empresas de menor porte e também para a população que terá mais variedade, preço final mais baixo e mesmo assim produtos com segurança e qualidade. Conheço muitos produtos inovadores e interessantes fora do Brasil que atenderiam um nicho “específico” e “restrito”, mas ficam inviável de serem trazidos ao Brasil pois não tem volume de vendas que justifique investimento em certificações. E olha que são produtos que já tem dezenas de selos internacionais de qualidade e mesmo assim, tem que passar por uma grande bateria de testes aqui no Brasil… bem caro.

 

Esse link abaixo diz mais ou menos a mesma coisa sobre celulares:

http://tecnologia.ig.com.br/especial/2013-04-11/lentidao-da-anatel-prejudica-venda-de-celulares-legalizados-diz-fabricante.html

 

 

Mais produtos precisam certificação Inmetro, causando o fechamento de pequenas empresas ou projetos inovadores de pequeno porte. Empresas cerificadoras estão fazendo a festa e metendo a faca!

Importo da Europa um produtos eletrodomésticos inovadores em pequena quantidade. Agora o governo passou a exigir a certificação Inmetro para muitos produtos, incluindo os meus.

Acho interessante (como cidadão) saber que os produtos seguem normas básicas de segurança e também como empresário saber que não teremos concorrentes de péssima qualidade empurrando os preços para baixo. Por isso, sou a favor do selo Inmetro, porém, ao entrar em contato com empresas que emitem os certificados percebi que eles não estão dando atenção às pequenas empresas. O atendimento é péssimo. Parece que as grandes empresas estão tendo que certificar muitos produtoss e por isso, os pequenos empresários como eu ficam no fim da fila.

Questionando qual dos meus produtos necessitam do Inmetro, eles sempre dizem todos, sem mesmo analisar meus produtos (mesmo alguns inovadores que nem tem uma classificação própria). Estou sentindo que as informações deles são tendenciosas e mentirosas para acabarmos gastando mais dinheiro. Como não tenho pessoas especialistas no assunto e não entendo disso, sou obrigado a acreditar neles.

O valor para emissão do certificado é altíssima. Vai custar entre R$20.000 e R$30.000, além de uma mensalidade por uso da marca entre R$400 e R$800. Atualmente meu fornecedor na Europa segue diversas normas interncionais e tem excelentes padrões de qualidade, e nessas horas parece estes padrões de qualidade não tem tanto valor assim. Em alguns casos, as empresas tem que pagar viagens, hotel e despesas de viagem para que os fiscais do Inmetro possa visitar a fábrica em outro país e fazer a inspeção na fábrica.

Isto penaliza as pequenas empresas, dificulta o lançamento de novos produtos, produtos inovadores ou produtos especializados (que atendem um nicho de mercado e por isso com pouca venda). Por outro lado, isso protege grandes empresas que tem várias linhas de produtos com vendas em grande escala. Estes tem verba e volume de vendas que justificam a certificação.

Vamos pegar como exemplo o mercado de secador de cabelos: neste cenário de grandes volumes e alto custo de certificação, nunca mais teremos pequenos importadores de secadores de cabelo. A tendência é que as empresas diminuam sua gama de produtos, ao invés de oferecer 5 ou 6 opções de compra, elas vão oferecer apenas os 2 modelos mais vendidos, já que os volumes que vendem menos não pagará o custo do selo Inmetro.

As cotações que recebi também são incompletas e não serão completas enquanto eu não aceitar o orçamento inicial para prosseguir. A medida que os documentos são analisados, eles poderão pedir mais documentos e cobrar por isso. Ou seja, não sabemos ao certo quanto iremos gastar no final.

Vejo que a única saída seria ter uma empresa certificadora subsidiada pelo governo para baratear o custo da certificação e viabilizar pequenos negócios e importações de pequeno porte. No meu catálogo de produtos, tenho pelo menos uns 10 produtos inovadores da Europa que não poderei mais vender pois eram vendas sob encomenda por tratar-se de produtos especiais sem similar no mercado nacional. Por ser um pouco mais caro do que a média do mercado nacional, as vendas são pequenas. Não tenho como tirar um selo Inmetro para um produto que não venderei mais de R$20.000 no ano. Caso eu decida em investir no Inmetro, o custo do produto também ficará absurdamente alto.