Noticiam o óbvio: Copa do Mundo tem risco de ter apagão de mão de obra

Outro artigo muito repetido aqui que aparece quase todo dia nas manchetes: apagão de mão de obra. A matéria diz em risco de apagão de mão de obra para a Copa do Mundo. Isso reflete a realidade vivida por todas empresas: apagão de mão de obra, pouca qualificação e pessoas pedindo salários muito acima.

A Copa do Mundo com certeza trará muitos turistas ao Brasil e vai movimentar todas as cidades sedes. Agora se já temos falta de mão de obra no dia a dia, imagine na Copa em que a demanda cresce muito.

Acredito que um dos principais fatores de qualificação necessários para atender ao turista estrangeiro que visitará o Brasil é falar outros idiomas e isso o brasileiro é uma vergonha. Muitos analfabetos funcionais que mal escrevem em português. Pouquíssimos falam inglês (ou acham que falam porque fizeram curso a vida inteira e não aprendeu nada). Se nem inglês se fala, não vou nem comentar um outro idioma…

Mesmo assim, a maioria das pessoas que não falam inglês serão contratadas da mesma maneira porque não temos opção, mesmo sendo um pre-requisito básico.

Exatamente isso ocorre atualmente nas empresas… contratamos funcionários que não atendem nem os mínimos pre-requisitos da função por não termos opção. E apesar disso, os salários pagos aumentam assustadoramente. Ou seja, produtividade baixa, altos custos na visão das empresas. E na visão do consumidor, preços caros e baixa qualidade.

http://economia.ig.com.br/2014-02-07/copa-do-mundo-tem-risco-de-apagao-de-mao-de-obra.html

Vergonha ver que brasileiros mal falem inglês (e mal falem português) !!!

Viajando para a China, fiquei impressionado no crescente número de pessoas que falam inglês. Já estudei mandarin por mais de um ano, por isso, eu sei o quanto é difícil para eles aprenderem inglês. Mesmo assim, eles aprendem. O inglês já faz parte do ensino fundamental na China, portanto, após a graduação, eles já falam bem inglês sem necessidade de cursinhos extras.

Olhando para o Brasil, as pessoas aprendem inglês desde a infância na escola, colégio e faculdade. Mesmo estudando por mais de 10 anos, uma minoria tem condições de manter uma conversação básica com um estrangeiro. Muitos fazem cursinhos extras por vários anos, mesmo assim, pouco evoluem. Conheço pessoas que fazem curso de inglês a vida toda, mas parecem iniciantes.

Estive pensando a causa disso… Primeiro, nossa educação nas escolas é uma porcaria. Tanto a escola pública como muitas particulares ensinam apenas o verbo “to be” todos os anos, e os professores sempre dão um jeito do aluno passar de ano. Ou seja, nunca vi ninguém repetir de ano por não atingir a média de inglês.

Outro ponto é falta de interesse dos alunos. Inglês é muito fácil comparado com qualquer idioma e a maioria das pessoas não se esforçam. Falta interesse mesmo, ou vergonha na cara. Muitos fazem cursos de inglês porque os pais querem, mas ficam com a cabeça em outro lugar. Depois que a vida profissional começa fica mais difícil de encontrar tempo para fazer cursos e estudar.

Outro ponto é que realmente o inglês não é tão utilizado no Brasil como em outros países. O Brasil vive em uma bolha artificial… o Brasil é uma ilha…altos impostos e uma ineficiência tal que poucas empresas tem condições de exportar. Como as alíquotas de importação são altas e temos uma indústria desenvolvida, não importamos tantos produtos. Ou seja, por que aprender inglês se as empresas não precisam contatar estrangeiros??? Não conseguimos exportar e importamos pouco.