População indignada em ver funcionários de hospitais jogando Paciencia, como se ninguém fizesse isso durante seus horários de trabalho !!!!

Nos últimos anos, tenho visto várias vezes uma comoção nacional quando flagram funcionários públicos jogando paciência durante seu horário de trabalho. Encontrei dezenas de casos, mas vou colocar apenas 3 links:

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/01/funcionaria-de-hospital-publico-do-es-e-flagrada-jogando-paciencia.html

http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/saude/72444,retrato-da-saude-publica-enquanto-a-populacao-sofre-funcionario-joga-paciencia.html

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/05/demitido-por-jogar-paciencia-estava-em-horario-de-descanso-diz-defesa.html

As pessoas reclamam indignadas que isso é o cúmulo pois estes funcionários públicos são pagos com o dinheiro obviamente público, ou seja, de todos os brasileiros. Deixam de prestar atendimento por estarem ocupadas jogando. Usam todas as palavras: descaso, inadmissível, antiético, falam até de demissão por justa causa, exoneração imediata.

Claro que este assunto tornar-se mais delicado por refletir no atendimento de pessoas a beira da morte.

Como as pessoas ficam indignada ao ver isso, mas fazem a mesma coisa quando chegam em seus próprios postos de trabalho ??? Tanto na minha empresa como em muitas empresas que visito, isso é a coisa mais comum de se ver. Jogando paciencia, facebook, instagram, torpedos de celular e pessoas penduradas no telefone por horas falando com namorado, familiares, amigos, etc.

Nesta semana mesmo, descobri porque o telefone do meu cliente sempre dava ocupado. Enquanto estava sentado na sala de espera, a funcionária não saiu do telefone e nada discreta estava falando com uma amiga os planos de viagem dela do final de semana. Poderia mencionar outras dezenas de casos em que funcionários atrás do balcão ficavam enrolando ao invés de atender as pessoas.

Hoje um aparelho celular pode manter uma pessoa distraída 24 horas por dia. Todo computador já vem com joguinhos do tipo Paciencia instalados e manter controle sobre isso é praticamente impossível.

Ou seja, gastar dinheiro público não pode, mas gastar o dinheiro da empresa que paga seu salário pode? A CLT não permite mandar embora por justa causa. A CLT mal permite que um gerente monitore emails profissionais de seus funcionários sob pena de “invasão de privacidade”. Instalar cameras e gravação das chamadas telefônicas pode virar facilmente danos morais contra a empresa.

Tenho certeza que todo mundo que ler este artigo vai lembrar várias situações similares a minha… seja como empresário ou mesmo como cliente/paciente esperando atendimento.

Quer saber como é tratar com peão de fábrica ou mão de obra desqualificada, pergunte para quem tem empregada doméstica.

Minha esposa estava reclamando do mal comportamento e falta de comprometimento da nossa empregada doméstica após mais de 2 anos com a gente. Vale dizer que ela é registrada e sigo rigorosamente as leis trabalhistas. É raríssimo encontrar alguma pessoa que não troque constantemente de empregada ou que esteja totalmente satisfeita. Ouço bastante “não estou satisfeito/a mas sei que não vou encontrar melhor”. Quem encontra uma empregada doméstica comprometida, não quer perde-la por nada.

Terminei a conversa com ela dizendo: você está irritada e não sabe o que fazer tendo 1 empregada em casa, imagina eu que tenho dezenas na minha empresa.

Como este tipo de conversa entre “peão” e “patrão” nunca será totalmente imparcial e verdadeira, vou tentar discutir alguns pontos que percebi ao longo dos anos e tentar me colocar do lado do “peão” e do “patrão” fazendo analogia com a empregada:

– a faixa salarial de empregada doméstica fica entre R$600 e R$1.000. Seja na minha casa ou em outra qualquer, isso será o que ela receberá. Realmente com este salário, qualquer pessoa leva uma vida apertada;

– poucas famílias teriam condições de pagar acima disto;

– trata-se de mão de obra desqualificada, ou seja, qualquer pessoa com boa vontade tem condições de fazer;

– o serviço que a empregada faz hoje será o mesmo hoje ou daqui a 2 anos: lavar, passar, cozinhar, limpar, ou seja, serviços gerais de casa. E mesmo que agregue novas funções, serão tarefas que não requer qualificação. Exceto se a família ficar maior, não haverá aumento significativo do trabalho a ser realizado e que não possa ser realizado dentro das 44 horas semanais que estipula a CLT.

Acredito que é um pouco da natureza humana uma acomodação ao longo dos meses ou dos anos fazendo a mesma coisa. A limpeza começa a não ser feita da mesma maneira, as roupas começam a ficar manchadas, quebradeira de prato e copo, etc. A essa altura já temos que começar a chamar a atenção. Neste ritmo, o clima começa a ficar cada vez pior. Esta acomodação fica potencializada pelo fato do salário ser baixo e por isso, este processo de descontentamento ocorre mais rápido por parte do empregado.

Fazendo um paralelo em uma empresa, ocorre a mesma coisa com ajudantes de produção, operadores de máquina, pessoas contratadas para carregar e descarregar material, etc. Já ouvi também funcionário dizendo “não ganho para isso” (para mim essa frase não se justifica pois foi o funcionário que aceitou o emprego, inclusive o salário. Se não concorda com o valor ou com as atividades, então peça demissão). A diferença que existia até pouco tempo, é que um funcionário de empresa nunca pede a conta para não perder a multa do FGTS, seguro desemprego, entre outros benefícios. A empregada não tinha custos rescisórios, por isso, era mais fácil a empregada procurar outro emprego ou o patrão mandar embora. Agora que as domésticas gozarão dos mesmos benefícios, os empregados vão começar a agir cada vez mais errado para serem mandados embora e ganhar os benefícios que correm por conta do “patrão”.

Acabei de demitir uma funcionária que fazia corpo mole, trouxe prejuízos à empresa e, mesmo assim, tivemos que pagar todos seus “direitos”.

Uma funcionária da empresa começou a fazer corpo mole nos últimos meses e nas últimas semanas ficou algo gritante. É um caso típico do funcionário que quer sair da empresa mas não pede as contas para não perder o aviso prévio, seguro desemprego, multa do FGTS, entre outros valores.

 

Na semana seguinte, já percebemos que esta funcionária tinha deixado de mandar documentos importantes para a contabilidade. Tivemos que pagar multas por atraso de pagamento de impostos, contas a pagar vencidas que foram esquecidas, papéis arquivados totalmente errados, mal trato a clientes, ou seja, nunca saberemos tudo que ela aprontou. O pior é que não podemos descontar um centavo de todas as verbas rescisórias, afinal, o TST é cego e dificilmente dá ganho de causa a empresas. Estamos corrigindo as merdas dela ao longo das próximas semanas. A lei trabalhista tem muitos mecanismos de proteção artificial ao trabalhador e esta distinção de direitos para “pedir as contas” e “ser mandado embora” é um grande absurdo. Ou seja, se um funcionário pede demissão, tanto a empresa como o governo deixa de pagar um monte de coisa. Quando a empresa manda embora, tanto a empresa como o governo pagam fortunas ao demitido e garantem várias benesses. A lei mostra a intenção de quem criou as leis: “quando a empresa manda embora, a empresa é considerada uma vilã exploradora e o funcionário é um coitado que tem que receber valores para garantir sua sobrevivência por vários meses. Quando um funcionário pede as contas, ele não merece nada considerando um luxo ter pedido as contas”. Poxa vida, é totalmente aceitável que um funcionário possa se cansar da empresa ou dos colegas ou mesmo queira tentar buscar melhores oportunidades de emprego em outra empresa. Porque criar situações tão opostas para pedir as contas e ser mandado embora?? As leis trabalhistas (assim como os comunistas) esquecem dos fatores motivacionais e que as pessoas tem emoções e existem muitos fatores psicológicos envolvidos no trabalho. As leis também não aceitam distinção de remuneração para pessoas mais produtivas ou “que dão o sangue”. Então quando um funcionário faz corpo mole, ele continua ganhando a mesma coisa que um funcionário mais empenhado. Fica muito comodo fazer corpo mole para a empresa mandar embora.

Por isso, digo a qualquer empresário: mesmo sendo bem caro, se um funcionário diz que quer sair, mande-o embora. Afinal, ele vai começar a fazer corpo mole e trazer prejuízos muito maiores a empresa. A maioria jamais pedirá as contas… ficará meses ou anos enrolando e ainda criando um clima horrível dentro da empresa.

Lembre-se disso e dos altos valores de verbas rescisórias ao contratar um funcionário e definir seu salário. Quanto mais você paga hoje, maior será a mordida no final. Com tantas leis trabalhistas absurdas e altos custos, o medo do empresário só aumenta ao elevar salários. Por isso, os salários são sempre os menores possíveis para reduzir os riscos.

Rescisão indireta dobra em 4 anos. Mais um motivo para não diferenciar os direitos para “ser demitido” e “pedir demissão”!

Esta notícia da Folha diz que em 4 anos, dobrou o caso de rescisão indireta, ou seja, o funcionário considera que a empresa cometeu algum erro grave e por isso pediu demissão, mas sem perder os direitos de quem é mandado embora.

Sempre defendi que os direitos dos empregados deveriam ser os mesmos para “ser mandado embora” ou “pedir as contas”. Uma vez que o funcionário deixa de ganhar dinheiro ao “pedir as contas”, um funcionário insatisfeito será fortemente incentivado a fazer corpo mole e agir sem atenção ou faltas (com atestado médico) para ser mandado embora. Este é apenas um de vários métodos artificiais criados por ambas partes. Agora vemos o aumento de ações trabalhistas para investigar a rescisão indireta de funcionários insatisfeitos. Mais ações, mais burocracia, mais morosidade no sistema.

Os direitos sendo iguais, um funcionário irá trabalhar na empresa porque quer, e sair quando quiser. Isso irá realmente aumentar a rotatividade, mas ter funcionários trabalhando com má vontade ou “remando contra” também não adianta, ou até contamina negativamente a empresa. É melhor que vá mesmo.

Leis que criam proteções artificiais não valem a pena nem para o funcionário nem para a empresa.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1213888-numero-de-empregados-que-demitem-o-patrao-dobra-em-4-anos.shtml

Funcionários descontentes nunca pedem as contas, fazem corpo mole para serem mandados embora

A famosa frase “Pede pra Sair” não serve para as empresas. Me convenci nos últimos anos que grande parte dos funcionários que estão descontentes com seu emprego se recusam a pedir demissão. Nos últimos 3 anos, já tive 3 funcionários que vieram conversar comigo pedindo que eu os mandasse embora. Além destes, conheço mais 2 ou 3 casos que já declararam para todo mundo que não estão satisfeitos. Pensamos então o que os faz acordar todos os dias e passar o dia inteiro fazendo uma coisa que eles não gostam?

As leis impões condições muito diferentes quando um funcionário pede as contas ou quando a empresa demite um funcionário. Estou falando da multa do FGTS, seguro desemprego, entre outros. Isso se torna mais gritante para funcionários com 5, 10, 20 anos trabalhando na mesma empresa. Esta situação é um caso típico em que a lei coloca o empregado contra a empresa, joga o patrão (visto como poderoso) e o empregado (coitado). Os sindicatos e os “comunistas” adoram colocar o empresário contra os trabalhadores e apoiar estas leis conflitantes. Já mencionei em outro artigo que não concordo com a multa de 40% do FGTS e que o papel de ajudar um cidadão desempregado é do governo, através de um seguro desemprego digno.

Não vejo problemas em um funcionário chegar para mim e falar sinceramente que não tem mais vontade de trabalhar na minha empresa. Depois de muitos anos fazendo a mesma coisa e infelizmente não ter tido grandes promoções que todos desejam, é normal que as pessoas fiquem desmotivadas e queiram procurar outras oportunidades em outras empresas. Na realidade existem inumeros motivos para uma pessoa ficar insatisfeita no trabalho, mesmo com boa remuneração. É o direito de todos escolher o que achar melhor para si. Ultimamente o mercado está aquecido e provavelmente conseguirá outro emprego rapidamente. Só que se ele quer sair, então que escreva sua carta de demissão e siga as leis (que não foram inventadas pelos empresários). Nossa empresa já fez acordos com funcionários para serem mandados embora, mas depois não devolveram a multa do FGTS. Além de que todos os próximos funcionários vão começar a pedir para serem demitidos com acordo, como se fosse um “direito adquirido” que a empresa tem que fazer com todos.

A maioria dos funcionários preferem ao inves disso fazer corpo mole, ficar batendo papo com todo mundo, causar problemas, faltar ao serviço apresentando atestados, e em casos extremos causar sabotagens, atender mal os clientes e falar mal da empresa para todos os funcionários. Todos sabemos que não conseguiremos provar qualquer malandragem desta que justifique “justa causa”, então na prática, acaba sendo melhor para a empresa mandá-lo embora porque o prejuízo de manter um funcionário desmotivado e influenciando negativamente os outros é maior do que as verbas recisórias. Mas as verbas recisórias são muito altas e muitas empresas não tem condições de arcar com tudo isso.

Mesmo a saída de um funcionário poderia ser programada. O funcionário fala que quer sair, eu contrato um novo funcionário para ser treinado para substituí-lo, e incentivo a pessoa a procurar um novo emprego não descontando do salário eventuais saidas para entrevistas de emprego. Ooops. Isto na realidade já existe e chama-se “aviso prévio”. Também na prática não funciona muito pois os empresários ficam com medo de que durante o aviso prévio o funcionário poderá prejudicar a empresa de alguma forma, apagando dados dos computadores, influenciando outros funcionários, atendendo mal os clientes, etc. Já vi muito isso acontecer.

Note que mesmo que o funcionário fique totalmente improdutivo, fazendo corpo mole, a empresa continua cumprindo sua parte, pagando seu salário integralmente e dando todos os benefícios da lei.

Assim como na maioria dos meus artigos, menciono que eu não quero generalizar. Existem muitos funcionários que dão o sangue pela empresa, vestem a camisa e não fazem este tipo de coisa.