Empresário também é composto por “negros, mulheres, [pessoas] da periferia”, analfabetos… ou seja, pessoas comuns.

Apesar da matéria ser uma notícia não muito boa que mostra que os pequenos negócios diminuiram, por outro lado, mostra que empresário também é pessoa comum, ex-empregados, pessoas de todas as condições sociais, ou seja, acessível a qualquer um.

http://economia.ig.com.br/financas/seunegocio/2013-05-15/numero-de-pequenos-negocios-no-pais-diminuiu-segundo-ipea.html

As pessoas tem que dismistificar que empresário é aquele cara milhonário que fica na praia tomando caipirinha o dia inteiro na vida boa e andando de carro importado. Na realidade, todos os empresários que conheço são as pessoas que mais trabalham em suas empresas, fazem horas extras constantes, não viajam e pensam 24 horas na empresa.

São pessoas comuns, de várias classes sociais, negro, branco, novos, meia idade, idosos… Muitos ex-funcionários que sabem como funcionam os dois lados: do funcionário e do patrão.

Infelizmente a grande maioria da população não faz a menor ideia do que é tocar uma empresa e parece que tudo joga contra o empresário. A medida que mais pessoas partem para o negócio próprio, mais há debate e conscientização das dificuldades dos empresários no Brasil que não há em nenhum país desenvolvido do mundo.

Lembre-se que um empresário também figura como consumidor em muitas situações pois também tem que ir nas lojas fazer compras, mas infelizmente, nenhum consumidor se coloca na pele de empresário e só querem saber do seus direitos e empurrar todas as responsabilidades e custos para as costas do empresário.

Brasileiro foca sempre no preço mais baixo, por isso temos produtos de baixa qualidade e salários sempre baixos.

Este é um círculo vicioso presente no Brasil desde que eu nasci. A palavra mais comum dos consumidores brasileiros é PECHINCHA, DESCONTO, PROMOÇÃO. O slogan de quase todas empresas e lojas focam no preço baixo. Todos defendem estes pilares na hora de fazer compras. Porém, quando estas pessoas colocam seus uniformes e viram trabalhadores, eles querem AUMENTOS SALARIAIS e cada vez mais direitos.

Então logo percebemos que as empresas são obrigadas a trabalhar com REDUÇÃO DE CUSTOS constantes. Espremer seus fornecedores, achatar salários e inevitavelmente REDUZIR A QUALIDADE DOS PRODUTOS.

Na minha empresa que fornece insumos e produtos de consumo, a cada ano que passa, sou obrigado a reduzir o tamanho das embalagens, usar matérias primas mais baratas e portanto reduzir a eficiência do meu produto. Esta é a guerra de preço que muitos mercados passam. Os compradores das empresas (que passaram por redução de custos) estão mal qualificados e são cobrados por resultados e números. Muitos não sabem nem diferenciar o produto bom, do produto ruim. Sempre envio novas amostras mais baratas, e elas são sempre aprovadas por meus clientes. Se pegarem meu produto de 10 anos atrás e comparar com o atual, veremos uma grande diferença.

Já tentei trabalhar com produtos de qualidade superior, mas infelizmente, estes produtos vendem muuuuito pouco e encalham. Como acabo produzindo em quantidades muito pequenas (sem escala), os produtos ficam ainda mais caros.

Não entendo porque muitos especialistas e consumidores reclamam que nossos carros são ruins quando comparados com carros disponíveis na Europa. Nos Estados Unidos os carros só existem na versão automática há muito tempo. Porque no Brasil é diferente? Uai, porque o brasileiro prefere pagar um pouco menos e ter o cambio manual!!! Porque o Airbag é padrão lá fora e não no Brasil? Porque o consumidor não quer pagar o preço do Airbag… a mesma coisa para o freio ABS, etc. Só agora que os carros automáticos começaram a ter demanda no Brasil.