Custo do uso de cartões de crédito deveriam ser repassados aos consumidores, que estariam livres para escolher o meio de pagamento mais barato ou mais conveniente.

Mais uma vez o governo cria leis que para controlar o uso dos cartões de crédito, vale refeição e meios de pagamento em geral. Isso parece muito mais uma pressão oculta das grandes bandeiras de cartões de crédito e bancos.

As taxas cobradas dos restaurantes (ou qualquer empresa que aceita cartões) variam de 1% a 6%. Sou totalmente a favor de que o custo das taxas cobradas dos estabelecimentos sejam repassados integralmente ao consumidor. Nem um centavo a mais nem um a menos. E digo isso não pensando exclusivamente nos empresários. Falo isso pois trata-se de um direito de escolha do consumidor. Ou seja, o consumidor irá saber claramente quanto cada cartão/bandeira custa e optar pelo método mais barato ou mais conveniente. Pagar em dinheiro ou cartão de débito será mais barato do que pagar com cartão de crédito.

Quando um banco liga pra mim (Luciano Pessoa Física) oferecendo cartão de crédito bandeira Visa ou Mastercard, para mim tanto faz. Agora imaginem se eu descobrir que a Visa cobra taxas mais caras nos estabelecimentos do que a Mastercard. Claro que vou preferir pagar com a Mastercard para reduzir o valor da minha conta no restaurante.

Quando o governo obriga os estabelecimentos a aceitarem todos os cartões sem cobrar adicionais, na verdade, o restaurante embute o custo do cartão nos preços. Ou seja, mesmo que você pague em dinheiro, estará pagando mais caro do que poderia.

No momento em que estabelecimentos e consumidores ficarem cientes dos custos dos cartões de crédito e arcarem mutuamente com eles, ambos vão questionar e optar pelas menores taxas, ou seja, donos e clientes remando para o mesmo lado… e não essa briga que tem hoje.

Vale lembrar que uma vez que os estabelecimentos embutem o custo dos cartões nos preços, automaticamente vão pagar mais impostos sobre este acréscimo de preços. Os impostos sempre funcionam como uma bola de neve. Se o produto é tributado em 20%, os 6% da taxa de cartão, vão virar 6% + 20% = 7,2%. Pagando em dinheiro, eliminariamos tudo isso.

http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/2013-08-01/restaurantes-estao-proibidos-de-restringir-horarios-para-uso-do-vale-refeicao.html

Custo do Boleto e custo do cartão de crédito deveriam ser repassados aos clientes.

A lei impede que uma loja/empresa cobre o custo do boleto ou taxa do cartão de crédito do cliente. Isso a primeira vista pode parecer correto na teoria, mas muitas teorias ficam inválidas quando observamos o lado prático. Vou mencionar algumas situações:

a) A taxa de emissão de boleto cobrado pelos bancos podem variar de R$3 a R$6 em média. Para a venda de um produto que custa acima de R$1.000, realmente o valor de emissão de boleto fica irrisório. Porém, quando falamos de produtos que custam R$20 ou mesmo R$50, o valor do boleto é significativo. Com as vendas via internet (on-line), as pessoas estão comprando de tudo e cada vez mais. Inclusive itens super baratos. Nestes casos, o custo do boleto passa a ser significativo. Minha empresa vende um produto que custa R$200, e meus clientes pedem as vezes para emitir 2 ou 3 boletos. Muitas empresas não usam cartão de crédito para suas compras corporativas, por isso, quando pedem para parcelar, ou trabalhamos com boleto bancário ou depósito em conta. Sabemos que o boleto é muito mais prático. Imaginem então um cliente que solicitam pagamento em 3 parcelas, ou seja, 3 emissões de boleto…

b) As taxas de cartão de crédito estão na faixa de 4% sobre o valor da compra e 2% para compras no cartão de débito. Sendo que cada bandeira (Visa, Master, etc) pode cobrar taxas diferenciadas. Como estes percentuais sempre são pagos pelas empresas, a população em geral não faz a menor idéia destes custos, e portanto, as operadoras dos cartões não sofrem muita pressão. Se os clientes soubessem e pagassem pelas taxas dos cartões, com certeza, todos iriam querer aderir aos cartões com taxas menores e boicotar os cartões com taxas maiores. Seria melhor para as empresas e para a população. O ponto que acho ridículo e prova que esta lei é uma furada: todo mundo sabe que pode pedir desconto para pagamento a vista em dinheiro e acha isso normal. Ou seja, na prática, o cliente está pagando pela taxa da cartão e o vendedor retira a taxa quando paga-se em dinheiro. Considerando que todo mundo deseja sempre pagar o menor valor possível, seria mais inteligente as lojas poderem colocar os preços nas etiquetas sem a taxa do cartão, e depois dentro da loja decidir como quer pagar, podendo escolher inclusive o cartão de crédito que vai ofecerecer a menor taxa. Com certeza as operadoras de cartão iriam reduzir suas taxas pois os clientes iriam priorizar as opções com menores taxas.

Um último ponto a levantar: já vi muitos estabelecimentos que não aceitam cartão de crédito devido as suas altas taxas (ou aceitam apenas o débito) e ainda colocam um aviso culpando as administradoras de cartão. Outra coisa comum é ver nas padarias que não aceitam venda de cigarros no cartão de crédito. Creio que a margem do cigarro é bem baixa e vender no cartão acaba dando prejuízo. Quem perde nesta história é o consumidor que fica sem a opção de usar o cartão, e assim como eu, existem muitas pessoas que usam o cartão de crédito para tudo, inclusive em viagens onde não queremos levar muito dinheiro e cheques são pouco aceitos.