Noticiam o óbvio: Copa do Mundo tem risco de ter apagão de mão de obra

Outro artigo muito repetido aqui que aparece quase todo dia nas manchetes: apagão de mão de obra. A matéria diz em risco de apagão de mão de obra para a Copa do Mundo. Isso reflete a realidade vivida por todas empresas: apagão de mão de obra, pouca qualificação e pessoas pedindo salários muito acima.

A Copa do Mundo com certeza trará muitos turistas ao Brasil e vai movimentar todas as cidades sedes. Agora se já temos falta de mão de obra no dia a dia, imagine na Copa em que a demanda cresce muito.

Acredito que um dos principais fatores de qualificação necessários para atender ao turista estrangeiro que visitará o Brasil é falar outros idiomas e isso o brasileiro é uma vergonha. Muitos analfabetos funcionais que mal escrevem em português. Pouquíssimos falam inglês (ou acham que falam porque fizeram curso a vida inteira e não aprendeu nada). Se nem inglês se fala, não vou nem comentar um outro idioma…

Mesmo assim, a maioria das pessoas que não falam inglês serão contratadas da mesma maneira porque não temos opção, mesmo sendo um pre-requisito básico.

Exatamente isso ocorre atualmente nas empresas… contratamos funcionários que não atendem nem os mínimos pre-requisitos da função por não termos opção. E apesar disso, os salários pagos aumentam assustadoramente. Ou seja, produtividade baixa, altos custos na visão das empresas. E na visão do consumidor, preços caros e baixa qualidade.

http://economia.ig.com.br/2014-02-07/copa-do-mundo-tem-risco-de-apagao-de-mao-de-obra.html

Apagão de mão de obra no Rio. Faltam 5.000 padeiros. Quantas vezes já ouvimos isso.

A cidade do Rio de Janeiro está com falta de padeiros. Estimam que este apagão de mão de obra representa entre 3.000 e 5.000 vagas abertas nas padarias. A reportagem cita a difícil condição dos padeiros que trabalham em horários complicados, que realmente todos sabemos.

Se padeiro está em falta, imagina outras áreas mais técnicas em que a formação do profissional leva de 2 a 5 anos. Digo isso pois minha industria não consegue encontrar profissionais qualificados e acabamos contratando quem aparece mesmo sem conseguir entregar o que precisamos, nem atender corretamente o cliente, tapando buraco. Este aprendizado leva muito tempo e não temos motivos para dar aumentos salariais para quem não tem formação na área e acaba sendo ineficiente por isso. Estes acham que são “engenheiros” mas não tem nem o curso “técnico” e se sentem injustiçados pelos baixos salários.

Os padeiros estão preferindo trabalhar na construção civil que está pagando mais. A dificuldade é que as empresas e padarias não tem condições de aumentar salários. Todos sabemos que o mercado de imóvel e construção está aquecido e como estão ganhando fortunas com imóveis, os salários dos trabalhadores aumentam.

A população é a favor de aumentos salariais e sindicatos fortes pressionando aumentos salariais, mas não querem pagar mais caro no pão nosso de cada dia.

Para a indústria fica ainda mais difícil. Como aumentar salários e custos se os produtos importados estão entrando com tudo no Brasil. Mesmo com o dólar subindo, ainda assim nossas indústrias estão sofrendo bastante… seja com a alta produtividade, eficiencia e qualidade da Europa e Estados Unidos, ou também, os preços extremamente baixos da China.

Isso é a livre concorrência. Mercados mais lucrativos aumentam salários (neste caso a construção civil), enquanto outros são obrigados a reduzir custos, cortar salários e funcionários. Sempre vai haver certas profissões mais valorizadas com salários mais altos e outras profissões com salários mais baixos. Ocorre que os trabalhadores e sindicatos não aceitam esta livre concorrência e saber que existem momentos de alta e outros de baixa. Nessas baixas, empresas quebram e/ou demitem em massa.

http://odia.ig.com.br/noticia/economia/2013-06-18/padarias-do-rio-sofrem-apagao-de-mao-de-obra.html