Apenas uma empresa tem direito de vender “pau de selfie” no Brasil.

Como apenas esta empresa tem registro na Anatel, todos os concorrentes são considerados ilegais ou piratas.

Conforme mencionei em outros artigos, o governo adora criar as certificações brasileiras (INMETRO, Anatel, INPI e o diabo a quatro). Empresas gastam fortunas para homologar produtos e aumenta as dificuldades na importação de produtos novos por criar regras exclusivas no Brasil que não existe em nenhum outro país (o pior caso é o novo padrão de tomadas).
Então uma empresa cumpre todo esse processo burocrático, gasta fortunas e na hora de ganhar dinheiro aparecem zilhões de produtos falsos e piratas.

http://exame2.com.br/mobile/tecnologia/noticias/esta-empresa-e-a-unica-que-pode-vender-pau-de-selfie-no-pais

O pau de selfie é apenas um exemplo. Tenho certeza que assim como eu, ninguém sabia desta história do tão famoso pau de selfie.

Certificações Inmetro, Anatel, entre outros, deveriam ser subsidiados pelo governo ou financiados para incentivar empreendedorismo e inovação.

Publiquei há alguns meses um artigo mencionando o alto custo de obter uma certificação Inmetro para um produto que eu estava importando havia alguns anos. Cada vez mais o governo exige certificados gerais para todos os tipos de produto. Recentemente tive interesse em importar produtos específicos para telecomunicação e descobri que precisaria do selo da Anatel. A primeira vez custaria em torno de R$20.000 e depois teriam pagamentos anuais de valor bem mais baixo.

O outro produto anterior que exigia Inmetro custaria também entre R$20.000 e R$30.000, imaginando que o produto fosse aprovado de primeira, sem exigir nenhuma modificação.

Não sou contra a certificação, pelo contrário, certificações garantem segurança e boa qualidade a população. O que acho absurdo é o alto custo para obter os selos: testes em laboratório, visita a fábrica, entre outras documentações. Para grandes empresas que vendem milhares de unidades de cada produto e fabricam ou importam vários conteineres por ano, o custo do selo é diluido. Mas e no meu caso, que não vou vender nem mesmo 1000 peças do meu produto? Encarece demais meu investimento e o custo final do produto.

Para incentivar as empresas e viabilizar o lançamento de novos produtos no mercado, o governo deveria facilitar a obtenção do selo, seja através de subsidio ou mesmo financiamentos de longo prazo. Fica bom para as empresas de menor porte e também para a população que terá mais variedade, preço final mais baixo e mesmo assim produtos com segurança e qualidade. Conheço muitos produtos inovadores e interessantes fora do Brasil que atenderiam um nicho “específico” e “restrito”, mas ficam inviável de serem trazidos ao Brasil pois não tem volume de vendas que justifique investimento em certificações. E olha que são produtos que já tem dezenas de selos internacionais de qualidade e mesmo assim, tem que passar por uma grande bateria de testes aqui no Brasil… bem caro.

 

Esse link abaixo diz mais ou menos a mesma coisa sobre celulares:

http://tecnologia.ig.com.br/especial/2013-04-11/lentidao-da-anatel-prejudica-venda-de-celulares-legalizados-diz-fabricante.html