Nunca confie no gerente do seu banco! Eles só querem cumprir metas e defender o banco (e seus empregos). Investir no seu negócio sempre poderá dar muito mais retorno do que qualquer investimento.

Como é triste para mim ter que falar mal de uma classe inteira e generalizar desta forma, mas infelizmente nos mais de 15 anos de empresário, nunca tive um gerente de conta que desse conselhos bons para mim (e não para o banco). Já tive conta em pelo menos 4 dos maiores bancos do Brasil e nunca tive uma experiência positiva por muito tempo. Alguns começam bem, mas ao longo dos meses começam a oferecer alguns produtos muito ruins, como se tivessem a maior rentabilidade do mundo. Neste universo, é muito fácil ser confundido pois são muitas variáveis e regras complexas. Muitas vezes um rendimento aparentemente bom vira pó quando descobrimos o imposto de renda sobre ele e outras taxas aparentemente pequenas.

Já conheci ex-funcionários que preferiram pedir as contas e sair dos bancos do que mentir para seus clientes para cumprirem metas. Infelizmente muitos mentem descaradamente. Fazem isso comigo que tenho algum conhecimento… imagino o que não fazem com idosos ou pessoas com pouco conhecimento do assunto que não sabem fazer conta de juros. Já fizeram com idosos na minha família!

Se seu gerente nunca fez isso com você, mais cedo ou mais tarde ele vai oferecer um “fundo de previdência fantástico melhor do que fundos de investimento” ou querer te emprestar dinheiro a 1,5% ao mês quando você já tem dinheiro disponível aplicado em algum fundo (rendendo 1% ao mês). Nessas horas dá vontade de bater o telefone na cara. Isso quando eles não solicitam uma reunião contigo: você sozinho com outras 3 ou 4 pessoas do banco falando ao mesmo tempo. Não quer plano de previdência? o outro já emenda um consórcio, passa pelo seguro de vida, PIC, Plim para concorrer a sorteios semanais, e por ai vai.

Depois de falar tão mal deles, eu paro pra pensar o quanto eles devem ser pressionados para fazer isso. Afinal eles também tem que defender seus empregos, metas e tal. Mesmo assim, seja educado. Diga não, obrigado. Nunca me arrancaram o fígado por isso! kkk. Nunca sabemos quando iremos precisar do banco e um bom relacionamento com seu gerente pode fazer diferença nestas horas.

Você que é empresário não deve ficar deslumbrado quando lhe oferecerem uma aplicação que renda 1% ao mês (e olha que 1% líquido já é algo bem raro para aplicações mais seguras). Pense que 1% ao mês, não dá nem 13% ao ano.

Quanto sua empresá irá trazer de retorno em 1 ano se você aplicar o mesmo valor? Invista na sua empresa, equipamentos, estoques, vendedores, ampliações de área, etc. Deixe uma reserva estratégica no banco, mas não esqueça de investir na empresa (esquecendo seu lado muquirana de guardar dinheiro sempre – outro artigo publicado hoje).

Impressiona o número de empresas que fazem economias burras, mesmo tendo dinheiro em caixa!

Este artigo é para aquelas empresas e empresários muquiranas que já tem sua empresa aberta há vários anos e pensam sempre em economizar em tudo, optando sempre pelo preço e nunca pela qualidade. Essa mentalidade de brasileiro tem que mudar para aqueles que querem crescer sua empresa mais rapidamente, com mais lucro e satisfação dos seus funcionários e clientes.

Sempre optei por vender, importar e/ou fabricar produtos de qualidade superior, e portanto e inevitavelmente um pouco ou muito mais caros. Infelizmente vejo empresários e compradores (de pequenas, médias e grandes empresas) que compram sempre os produtos de preço mais baixo, muitas vezes sem fazer a menor ideia ou se interessar em entender a diferença do produto com melhor qualidade, mesmo com dinheiro em caixa sobrando.

Eu também, como pequeno empresário, notei que meu negócio começou a trazer melhores resultados quando comecei a comprar qualidade e não preço. Comecei minha empresa do zero e com pouco dinheiro. Nesta situação, optar pelo mais barato é inevitável por falta de dinheiro mesmo. E quando compramos o mais barato, temos que trabalhar em dobro, produzimos com pouca eficiência, paradas ou quebras mais frequentes, menor qualidade do produto final, etc. O barato sai caro, e por isso (e muitos outros fatores), o começo de qualquer empresa é tão difícil. Nesta fase, alugamos o imóvel mais barato, contratamos o funcionário mais barato, gastamos somente naquilo que é extremamente necessário, fazemos vários tipos de gambiarras para ter o que precisamos sem gastar dinheiro.

O grande problema é que muitos desses empresários crescem sua empresa (com muito mérito), mas continuam com a mentalidade muquirana, se achando super-heróis sempre que conseguem fazer uma gambiarra para economizar alguns centavos. E essa mentalidade também se estende a grandes empresas e multinacionais. Nestas horas é que o empresário tem que mudar sua atitude, mentalidade de pequeno empresário de inicio de carreira e pensar grande. Isso envolve gastar mais dinheiro, tirar aquele dinheiro suado que está reservado na “imexível” poupança, contratar mais funcionários, delegando novas funções. Nesta hora, o empresário faz-tudo, o “se vira nos trinta” é obrigado a arriscar mais uma vez e avaliar com cuidado onde investir e gastar mais dinheiro. Muitas pessoas não conseguem fazer esta transição: continuam preferindo a gambiarra ao estilo brasileiro ao invés de contratar serviço especializado, preferem viver emendando fio elétrico do que fazer uma reforma elétrica maior, não gastam nada em manutenção preventiva, vivendo aquele risco constante da empresa poder parar a qualquer momento por diversos motivos e problemas, e por mais que falemos, elas se acham certos por economizar (pois não conseguem imaginar nem enxergar outra forma).

Quero dizer o seguinte: quando estiver sobrando um dinheiro, compre um computador melhor de marca (Dell por exemplo). Você ou seu funcionário vai render muito mais com um computador rápido (quanto custa seu tempo e de seu funcionário ao longo dos anos comparado com o custo a mais de um Dell?), e não terá dor de cabeça com manutenção por pelo menos 5 anos. Na sua indústria, compre ferramentas de qualidade: não existe nada mais irritante do que ter que usar uma chave phillips desgastada que estraga a cabeça do parafuso e leva horas pra desmontar uma máquina, ou aquele jogo incompleto de chaves que sempre falta ferramenta. Comece a considerar contratar funcionários “mais caros”: além de ter pessoas mais satisfeitas com seus salários se sentindo valorizadas, elas vão render muito mais (do que aquele funcionário que ganha 1 salário mínimo) e serão fieis a você, sem ter alta rotatividade tendo que ficar a vida inteira treinando um novo funcionário. Essa lógica funciona para muitas coisas: gastando mais, aumenta-se a produtividade, vida útil e resultados/lucros. Isso vale também para investimentos no bem-estar dos funcionários que se tornam mais felizes e produtivos. Isso tem um efeito multiplicador e vira um círculo “virtuoso” incrível. Essa é a mentalidade de empresas americanas e europeias de sucesso. Ou você pode fazer igual a maioria das empresas brasileiras e empresários que remam e nunca saem do lugar, pois fazer algo barato, sem qualidade e que funciona meia boca é fácil e tem já muita gente para isso (sempre vai haver muita gente dando o sangue, trabalhando igual ou mais que você e com pouco dinheiro querendo seu espaço e concorrendo com os produtos de baixo custo e baixa qualidade). Gaste um pouco acima da média, (faça parte da minoria) e se diferencie no mercado, sendo mais eficiente com mais qualidade e lucrando mais. Não tem como produzir com qualidade no longo prazo com confiabilidade sendo muquirana em tudo. Muitas vezes gastando um pouquinho a mais, você tem benefícios muito maiores.

Sindicato dos Metúrgicos estão exigindo que cada funcionário pague 8% de seu salário. Isso é roubo.

Como se não bastasse os bilhões de reais que os sindicatos recebem por ano do governo, mais o valor de 1 dia de trabalho de cada funcionário e cobrar valores das empresas, agora o Sindicato dos Metalurgicos de São Paulo de nosso amigo Lula se superou na roubalheira.

No mes de fevereiro, todos funcionários deverão pagar uma “contribuição” no valor de 8% de seu salário. Os funcionários tem apenas 10 dias para se opor (sendo que a publicação da convenção coletiva leva semanas para ser entregues).

Conclusão: sindicatos só querem saber de encher os próprios bolsos, roubam das empresas e dos funcionários e do governo.

O funcionário ganha menos, fica sem dinheiro para pagar suas contas e depois vão reclamar que ganham baixos salários. Claro, com o sindicato e governo roubando grande parcela dos salários, nunca vai sobrar nada para os trabalhadores.

O pior é saber que tudo isso que eu escrevi é oficial, tudo documentado.

Nenhum funcionário tem coragem de entrar na justiça contra este roubo por medo de ser boicotado futuramente pelo sindicato, apesar de todos estarem reclamando lá na empresa.

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Apenas uma empresa tem direito de vender “pau de selfie” no Brasil.

Como apenas esta empresa tem registro na Anatel, todos os concorrentes são considerados ilegais ou piratas.

Conforme mencionei em outros artigos, o governo adora criar as certificações brasileiras (INMETRO, Anatel, INPI e o diabo a quatro). Empresas gastam fortunas para homologar produtos e aumenta as dificuldades na importação de produtos novos por criar regras exclusivas no Brasil que não existe em nenhum outro país (o pior caso é o novo padrão de tomadas).
Então uma empresa cumpre todo esse processo burocrático, gasta fortunas e na hora de ganhar dinheiro aparecem zilhões de produtos falsos e piratas.

http://exame2.com.br/mobile/tecnologia/noticias/esta-empresa-e-a-unica-que-pode-vender-pau-de-selfie-no-pais

O pau de selfie é apenas um exemplo. Tenho certeza que assim como eu, ninguém sabia desta história do tão famoso pau de selfie.

Poucas empresas dominam as gôndolas de supermercados. Pequenas e médias empresas não conseguem competir.

Se você parar para pensar, a maioria dos produtos nos supermercados foram fabricadas pela Unilever, Nestlé, Procter & Gamble, Kraft e Coca-Cola. Afinal, elas compraram várias empresas menores e foram agregando novos produtos.

http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FEconomia%2FA-concentracao-das-empresas-nas-gondolas-do-supermercado%2F7%2F32575

Alguns podem dizer que o CADE deveria impedir a concentração de mercado na mão de poucos, mas isso não vai resolver a raiz do problema. O governo deveria dar condições para o empreendedorismo no Brasil, ou seja, ter uma política voltada em incentivar pequenas empresas a serem abertas. E incentivos para que as médias empresas fiquem grandes. Como uma empresa brasileira, que vive num ambiente corrupto, de altos impostos e custos trabalhistas e sem planejamento vai querer competir com empresas americanas onde as empresas são estimuladas a crescer e estão num ambiente que favorece o empreendedorismo?

Não estou falando somente dos Estados Unidos. Infelizmente existe 119 países melhores para fazer negócios do que o Brasil. Como competir com eles que chegam no Brasil cheio de dinheiro para investir e máquinas de última geração (e ainda ganhando milhões de benefícios do governo brasileiro)?
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-e-o-120o-melhor-lugar-para-negocios-diz-ranking

É humilhante empresas de outros países dominarem nosso país, ou seja, estamos perdendo em nosso próprio território.

Agora pedir para o CADE proibir a entrada destas empresas é a mesma coisa que o governo faz com produtos importados. Aumentar os impostos de importação impedem eles de entrar, mas deixa a população sem acesso a bons produtos e pagando muito mais caro por tudo, enquanto nossas empresas ficam sucateadas, protegidas e sem ambiente para se desenvolver de forma saudável. Isso é tapar o sol com a peneira e ter preguiça, medo ou incompetência de encarar a raiz do problema.

Meu empregado perdeu na justiça do trabalho. Chupa!!

Tive um empregado que entrou na justiça do trabalho pedindo mais de R$100 mil reais sem provas tendo trabalhado menos de 3 anos na empresa. Já escrevi vários artigos mencionando a fábrica de processos trabalhistas no Brasil pelo fato do funcionário não gastar nem um centavo e os juízes darem ganhos de causa aos empregados mesmo sem fundamento legal. Desta vez, tive um sentimento que as coisas podem estar mudando um pouco. O juiz estabeleceu um valor irrisório para ser pago ao funcionário, ou seja, de 30 alegações, o empregado ganhou apenas uma de valor ínfimo.
Além do juiz emitir sua decisão, o advogado do empregado perdeu o prazo para recorrer. Ou seja, um processo que se arrastava há mais de 3 anos, poderia se arrastar por mais 3 ou 5 anos, mas o advogado do empregado pisou na bola. Isso é o que acontece com advogados que não cobram nada de seus clientes e pegam zilhões de processos ao mesmo tempo.

Será que os juízes estão percebendo o mal que estavam fazendo com sua política 100% paternalista?

Com tantas leis contraditórias, empresas não sabem quais leis devem ser seguidas. Principalmente o Código de Defesa do Consumidor que dá poderes ilimitados a qualquer um que queira entrar com processo.

Vi esta semana a Ambev sendo multada por divulgar que uma cerveja era sem alcool quando na verdade continha 0,3%. Creio que a Ambev tenha um corpo jurídico bem grande para interpretar e seguir as leis, e de fato, existe um decreto que define que bebidas até 0,5% de alcool são consideradas sem alcool.

Porém o Procon e Código de Defesa do Consumidor sempre vai ter uma lei que poderá ser interpretada de mil maneiras para favorecer o consumidor.
Ou seja, é praticamente dizer que o consumidor está sempre certo, independente de qualquer outra lei.

Logo vão querer processar empresas que vendem “bombom com licor de cereja”… afinal, não basta escrever na embalagem… tem que ser em letras bem grandes.

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/10/01/ambev-e-multada-em-r-1-milhao-por-informar-que-cerveja-era-sem-alcool.htm

Funcionário exerce atividade paralela durante horário de trabalho e reverte demissão por justa causa ?!?!

Um funcionário do Itau concedia empréstimos a terceiros cobrando juros (não empréstimos oferecidos pelo Itau e sim de seu próprio bolso), foi demitido por justa causa por dois motivos: atividade paralela durante o horário de trabalho e concorrência desleal já que uma das atividades principais de qualquer banco é conceder empréstimo, e ganhar rios de dinheiro com juros.

A 90a Vara do Trabalho primeiro reconheceu a justa causa e deu razão ao Itau, depois a justiça reverte a situação.

A CLT é clara em dizer que “Negociação Habitual sem Permissão” configura justa causa (link abaixo das possibilidades da justa causa). A justiça reconheceu que ele desempenhava negociação habitual, porém dizia que o Itaú tolerava isso. Como uma empresa daria permissão para ele fazer algo desse tipo? Se ele faz isso as escondidas, ou tem um chefe que faz vista grossa (ou até ganha alguma coisa em cima), a empresa não tem como saber. O empregado e o chefe deveriam receber justa causa, mas acontece o contrário… não se pode descontar um centavo e ainda leva reclamação trabalhista.

Agora a justiça trabalhista está dando razão para funcionários que cometem faltas graves (e todos sabem que isso é falta grave — e não precisa chefe nem ninguém dizer isso a ele).

Já ouvi muita gente reclamando que os bancos não cumprem várias leis trabalhistas, sendo a mais comum o não pagamento de horas extras. Ou seja, o banco tem motivo de sobra pra levar processo, e a justiça vai querer logo dar ganho de causa para um funcionário que está claramente prejudicando a empresa e principalmente AGINDO CONTRA A LEI.

http://economia.ig.com.br/2014-10-02/para-justica-itau-nao-pode-demitir-por-justa-causa-bancario-que-dava-credito.html

http://www.direitodoempregado.com/quando-posso-ser-demitido-por-justa-causa/

Financiamentos incluem agora um “seguro desemprego”… mais um motivo para o funcionário nunca pedir as contas!

Em vários artigos, eu reclamo que os funcionários podem detestar a empresa, morrer de tédio, mas nunca pedem as contas. Primeiro porque as pessoas são muito inseguras em tomar decisões e tem medo de tomar as rédeas de suas próprias vidas, preferem ficar sofrendo do que pedir demissão… aí ficam reclamando da vida.

Mas o ponto principal é que todas as leis e todo o sistema cria um monte de mecanismos artificiais para dificultar que empresas demitam seus funcionários, e caso demitam, que tenham que pagar fortunas. E por outro lado, se um funcionário queira pedir demissão, ele não ganha nenhum tostão da empresa nem do governo… isso digo “seguro desemprego”, FGTS, aviso prévio, etc.

Agora quando um funcionário vai fazer um financiamento de um carro por exemplo, existe o “seguro desemprego” que oferece um prêmio caso o funcionário seja demitido, normalmente alguns meses de isenção de pagamento.

Ou seja, se você tiver um funcionário que trocou de carro recentemente e pegou um financiamento, tenha mais certeza ainda que ele não vai pedir as contas para não perder mais este benefício. E isso já aconteceu comigo… o funcionário diz “coloco meu cargo a disposição” mas não diz “eu me demito”….