Empresas demitem funcionários experientes e caros, mas só aqueles ineficientes.

Esta matéria do Estadão conta somente metade da história, mencionando que funcionários experientes estão sendo substituídos por jovens recém-formados e mais baratos. Claro que existe várias lados da mesma moeda, mas vou contar a minha visão disso baseado nas duas empresas que possuo:

a) A conta que o gestor tem que fazer é o custo x benefício do funcionário. Um funcionário experiente, caro e que rende pouco, tem um mal custo benefício e seu alto salário normalmente fica gritante na folha de pagamento. Pagando alto, fica fácil encontrar outro profissional para substituir o ineficiente. Seguimos o mesmo raciocínio com funcionários que ganham pouco e rendem pouco, normalmente peões semianalfabetos, ajudantes e auxiliares que não requer experiência. Estes também tem mal custo benefício e devem ser substituídos.

b) Um funcionário experiente normalmente sobe na carreira porque assumiu novas responsabilidades e tem um rendimento acima da média. Infelizmente muitas pessoas perdem a motivação ao longo dos anos e acabam se acomodando, não assumem as mesmas responsabilidades e deixam de ser aquelas mesmas pessoas com características que as fizeram subir na empresa.

c) Muitos funcionários com muito tempo de empresa acabam ficando arrogantes, e devido a confiança construída com os chefes ao longo dos anos, acabam fazendo outros funcionários de gato e sapato se achando “imunes” ou “indemitíveis”. Infelizmente os chefes demoram para entender esta situação pois ninguém tem coragem de fazer a denúncia e tudo acontece pelas costas do patrão. Os próprios patrões as vezes fingem não ver o problema pois fica com dúvida como a empresa irá se comportar com a demissão do funcionário mais experiente, lembrando que em pequenas empresas, uma pessoa a mais ou a menos faz grande diferença e é sempre notada. Os custos demissionais também são altos, o que faz a empresa pensar várias vezes antes de aplicar a demissão.

d) Se a educação no Brasil está uma porcaria e nossa mão de obra está cada vez mais desqualificada, os funcionários mais experientes também acabam não se atualizando. Muitos funcionários mais velhos tem dificuldades com email, internet, planilhas mais complexas, idiomas (coisas que qualquer recém formado sabe hoje, ou deveriam saber). No final das contas, os recém formados (com um computador na mão) acabam rendendo mais que um funcionário das antigas que não se atualizou. Os mais experientes são mais inflexíveis e menos dispostos as mudanças tão necessárias no mundo empresarial cada vez mais competitivo.

e) Ao longo dos anos, produtos ficam antiquados e deixam de existir, são completamente renovados. Empresas fecham as portas, novas marcas e concorrentes surgem no mercado, as leis mudam. Nada mais normal do que um funcionário também tenha que passar por renovação, ou ser mandado embora. 

f) Alguns podem ganhar altos salários por uma fase de maior prosperidade da empresa, promoções, dissídios, até aumentar os salários com medo de perder seu “querido funcionário”, mas sabemos que as vacas gordas não duram para sempre. Essas promoções no impulso podem ser inviáveis no longo prazo. Ao invés de oferecer gordos aumentos salariais, o modelo mais sustentável seria estabelecer uma premiação para momentos melhores, assim em momentos piores, as premiações podem ser reduzidas, mas isto seria muito discutido em nossa inflexível lei trabalhista. Parece bom para os dois lados: não se perde empregos e a empresa não tem alta rotatividade e mantem-se a confiança por mais tempo.

Tenho funcionários caros que valem cada centavo que ganham, continuam rendendo bem e fazem seu serviço com satisfação, respeitam os colegas e recebem elogios de clientes. Pessoas que trabalham estando eu dentro ou fora da empresa. Não sou louco (nem burro) de mandar uma pessoa dessas embora. Nem mesmo nas vacas magras pois eles serão essenciais para reerguer a empresa. Certas funções exigem realmente anos de prática e experiência para se desenvolverem bem. Não é um curso de 2 ou 3 anos que treina um bom profissional.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,empresas-substituem-empregado-experiente-por-jovem-para-cortar-custos-,1074844,0.htm

Energia elétrica em São Paulo (e no Brasil) é uma porcaria. Minhas empresas ficam sem luz várias vezes ao ano.

Mais uma vez esta semana fui obrigado a dispensar mais de 50 funcionários da minha fábrica porque ficamos sem luz no bairro. Já é a terceira vez que isto acontece neste ano de dispensar funcionários mais cedo. Desta vez a luz caiu as 15 horas.

Isso sem contar outras dezenas de vezes em que a luz pisca bastante, ou cai por menos de 1 minuto. Somos obrigados a ter nobreak em tudo e nobreak é bem caro. Ficamos sem telefone, sem computador, sem maquinário para produzir e sem luz, ou seja, não há nada a ser feito. A empresa tem prazos de entrega para cumprir e contas para pagar. Já imaginou a grana preta que perdemos ficando sem produzir por todas estas horas.

O Brasil parece andar na contramão neste assunto. Enquanto o Brasil tem grande quantidade de rios e ventos, parece que cada vez mais falta energia. Outros países desenvolvidos investem pesado, enquanto o Brasil patina e fica com obras encalhadas.

Não confie nas empresas certificadoras do Inmetro pois muitas mentem dizendo que seu produto tem certificação obrigatória.

Depois da nova lei que exige selo Inmetro para dezenas de novos produtos, aconteceu uma correria maluca em muitas empresas para certificar seus produtos. Enquanto as grandes empresas e multinacionais tem verba para gastar mais de R$20.000 para certificar um produto, as pequenas e médias empresas são obrigadas a desistir de manter o produto no mercado, já que produto sem certificação pode gerar altas multas.

Consultei muitas empresas certificadoras e tive muita dificuldade em ser bem atendido. Creio que elas deem preferencia para grandes empresas com grande linha de produtos. Tinha dúvida se meu produto exigia certificação compulsória ou não. Passei mais de 2 anos com esta dúvida pois mais de 6 empresas me juraram que meu produto exigia certificação, mas eu não sendo advogado (nem entendido do assunto) lia o texto da lei e tinha a impressão que meu produto não se enquadrava. Não entendo “juridiques” mas em português era isso que estava escrito. 

Até que uma empresa de grande nome no mercado me comentou que meu produto não exigia a certificação. O nome desta empresa merece ser mencionado por sua honestidade, profissionalismo e bom atendimento. A empresa é SGS. Muitas empresas se aproveitam do desconhecimento de seus clientes para certificarem produtos que não precisam de certificação e plantam aquele terror básico de que nosso produto não pode ser vendido sem o selo.

Estou agora tranquilo que meu produto não requer a porra do selo Inmetro.

Políticos no Brasil guardam seu dinheiro e renda em paraísos fiscais. Pequenas e médias empresas, classe média e baixa pagam os absurdos impostos do Brasil.

Como sempre indignado com os impostos no Brasil (que na verdade superariam 60% se todos pagassem como diz a lei), estava pesquisando sobre os “paraísos fiscais”. Ao contrário do que imaginava, os paraísos fiscais podem ser usados de forma totalmente legalizada. São pequenos países ou ilhas que tem pouca fonte de renda e atraem investidores cobrando impostos muito baixos. O problema deles é quando são utilizados para lavagem de dinheiro de drogras, armas e outros crimes.

Por isso, políticos adoram criar novos impostos. Assim eles conseguem colocar mais dinheiro no bolso de forma “legalizada”, mas nunca pagam estes impostos pois enviam suas rendas para paraísos fiscais. Todos os bens eles mantém em nome de empresas no exterior. Por isso, eles nunca tem nada em nome deles. Principalmente partidos considerados “do povo” como o PT. Eles tem que passar a imagem de pobres, mas tem tudo guardado fora do Brasil sem pagar impostos.

Infelizmente estas benefícios só estão ao alcance de poucos. Empresas nacionais que não tem como enviar dinheiro ao exterior e  toda a classe trabalhadora ficam presos no Brasil e obrigados a pagar altíssimos impostos. Parece uma ditadura camuflada, falsa democracia, quase uma escravidão. Parece aqueles filmes da idade média em que os cavaleiros do Rei passam cobrando impostos nas aldeias e colocando fogo em quem se recusa a pagar. Por isso existe muita gente que não sonha em crescer na carreira, nem subir na vida. O cara é promovido, ganha mais dinheiro, se mata de trabalhar mas nem por isso tem qualidade de vida, parece que no final do mes, não sobra nada, nem tempo nem dinheiro. É melhor ganhar pouco mesmo, sem responsabilidade, trabalhando pouco e vivendo as custas de bolsas do governo.

Pagar verbas de rescisão somente na Justica do Trabalho esta virando comum e sendo recomendado por advogados.

Ouvi da minha advogada trabalhista que algumas empresas estão dispensando funcionários sem pagar verbas rescisórias, deixando que estes valores sejam calculados e pagos na Justiça do Trabalho. Olhe em que ponto estamos chegando, lamentável.  Já tive problemas e desilusões com alguns poucos funcionários, mas ainda não chegou no ponto de precisar fazer uma coisa dessas. Mas entendo os motivos que levam estas empresas a fazerem isso. Por isso, pesquisei alguns artigos (links abaixo) que defendem totalmente os empregados nestas situações. Imaginando que o Brasil fosse um país perfeito que realmente houvesse justiça e as coisas funcionassem como deveria, esta atitude das empresas seria totalmente descabida, nefasta, desonesta, detestável e imoral. Infelizmente tudo funciona ao contrário no Brasil e a teoria é muito diferente da prática.

A Justiça do Trabalho virou uma fábrica de processos. O Ministério do Trabalho nem o sindicato servem como real homologador de rescisões. Eles se tornaram apenas mais um processo burocrático, uma assinatura e carimbo a mais que o funcionário precisa cumprir para dar entrada no seguro desemprego e retirada do FGTS, apenas um cabide de emprego para aumentar os gastos públicos e principalmente apresentar advogados trabalhistas que querem sugar dinheiro de empresas e empregados, e entram com processos mesmo quando a empresa cumpre 100% dos deveres.

Então os empresários já sabem que mesmo pagando todos os direitos e valores devidos, um valor muito alto ainda vai aparecer para ser pago depois no processo, além dos gastos com advogados (que para o funcionario é gratis mas para empresas bem caro). Os juízes não usam a lei para definir suas sentenças, na realidade tomam decisões que contrariam as leis. Qualquer processo simples pode render multas altíssimas, por isso, mesmo quando a lei está a favor da empresa, é preferível fazer um acordo e pagar logo pro funcionário antes do julgamento pois como diria um advogado “cabeça de juiz e bunda de bebe, a gente pode esperar de tudo”.

Tão imoral quanto esta atitude das empresas, é também imoral o comportamento de muitos funcionários que entram nas empresas já arrumando o terreno, premeditando brigas e esperando ser mandado embora entrar na justiça e ganhar tudo.  Tenho empregados exercendo funções que não requer nenhuma experiencia (auxiliar de produção e ajudante geral) que são analfabetos, ganham 2 salarios minimos, mais benefícios e mesmo assim são umas lesmas trabalhando. Não se esforçam nada e não dão o menor valor ao emprego. Parece que eles disputam uma corrida para ver quem é mais lento e quem entrega menos. São mandados embora e ainda saem cheio de direitos e entrando na justiça.

http://blog-sem-juizo.blogspot.com.br/2012/02/demissao-sem-pagamento-de-verbas.html

http://atdigital.com.br/direitodotrabalho/2013/03/pagar-as-verbas-de-rescisao-somente-na-justica-do-trabalho-e-fraude-que-pode-gerar-o-pagamento-de-indenizacao/