Empresas pagam multas exorbitantes por atraso em qualquer tipo de pagamento, mas nunca conseguem cobrar o mesmo dos seus devedores.

Descobri hoje que deixei de pagar 2 DARFs no começo do ano e por isso o nome da minha empresa estava sujo na receita federal. Pago dezenas de boletos de impostos e taxas do governo por ano, mas a contabilidade não enviou apenas estes dois DARFs. Resultado: um valor de R$4.000 teve uma multa acima de R$1.000

Infelizmente o governo não liga na hora cobrando e avisando no dia seguinte ao vencimento. Quando nos damos conta, a única coisa que sobra é nós mesmos (ou a contabilidade) calcular multa e juros sem negociação. Então muito tempo se passa.

Olha a sacanagem: altíssimas multas por atrasos de pagamento de impostos e taxas do governo, atraso em algumas contas de empregados deve-se pagar em dobro, código de defesa do consumidor também diz que valor cobrado errado dá direito do consumidor receber em dobro. Ou seja, qualquer erro da administração, a empresa é obrigada a pagar em dobro. Quando minha conta fica negativa no banco, vira aquela bola de neve com juros exorbitantes.

Vamos ver agora quando minha empresa tem pagamentos em atraso para receber: créditos de imposto do governo não atualiza, para receber alguns créditos do governo é necessário uma burocracia enorme com gastos com contador ou advogado e demora anos para receber, se receber á atualizado somente pela inflação.

Um cliente está devendo para mim: eu posso protestar no cartório, ele vai e paga no cartório sem nenhuma multa. Ou o cliente alega que está em situação dificil e não aceita pagar multa e juros. Ou seja, somos obrigados a receber o valor sem multa para não perder o cliente… na verdade aceitamos sem juros pois é melhor do que não receber nada.

Vou mostrar agora como quem faz tudo certinho só se fode no Brasil e os picaretas se dão bem.

Eu pago minhas contas em dia e quando atraso eu pago multas altíssimas.

O trambiqueiro fica anos sem pagar, ai o governo cria uma “anistia” que perdoa parte das dívidas e parcela em 60 vezes sem multa nem juros (ou juros baixos). O governo do Brasil fica fazendo “anistias”, programas de parcelamento, criando impostos e depois extinguindo impostos (aqueles que pagaram em dia se fodem, aqueles que deixaram de pagar são perdoados).

Isso é o Brasil. Quem quer fazer o certo só se dá mal. Os juros e multas só valem contra vocë e nunca a seu favor.

Empresas são obrigadas a enviar comprovantes do GPS ao sindicatos, que nunca devolvem protocolados.

As empresas são obrigadas a enviar o comprovante de pagamento de GPS para o sindicato dos trabalhadores. Porém no meu caso, o sindicato nunca devolve os comprovantes protocolados, ou seja, se existe uma lei que obriga empresas a fazer isso, deveria ter outra lei obrigando os sindicatos a devolvê-los.

Realmente os sindicatos são um bando de sangue sugas inúteis, que roubam dinheiro dos trabalhadores, ganham fortunas do governo, criam todas as dificuldades para empresas e ficam cheias de demagogias.

http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/gps_sindicato.htm

Consumidores usam o poder das redes sociais para denegrir empresas injustamente sem direito de defesa.

Hoje li uma notícia muito rara de um juiz que deu ganho de causa a empresa Habib`s contra pessoas que usaram o Facebook para fazer uma campanha contra a empresa. Uma funcionária do Habib`s retirou um cachorro vira lata de dentro do restaurante, ele foi atravessar a rua e foi atropelado. Duas mulheres decidiram rodar a baiana no Facebook, promoveram protesto nas ruas e denegriram a imagem da empresa.

O poder do Facebook é impressionante e desproporcional. Qualquer consumidor que se sentir lesado, pode destruir a reputação de uma empresa em poucos dias. Nestes casos, a empresa não tem nenhum direito de defesa para que todos saibam os dois lados da história. A pessoa pode contar a versão que quiser. Agora a justiça mostrou que as pessoas não podem sair falando mal das empresas. Se uma empresa falar mal publicamente de qualquer pessoa, é processo de dano moral na certa com altos valores de indenização, e até hoje, nunca tinha visto o contrário: o consumidor pagar indenização a empresa.

Vejamos este caso: a culpa não foi do motorista que atropelou, não foi do funcionário que tirou o cachorro, nem da prefeitura que não cuida dos vira latas da rua. A culpa foi da empresa que segue rigorosos padrões de higiene e Vigilância Sanitária. Se tira o cachorro de dentro do restaurante, os defensores dos animais falam mal. Se deixa dentro, outros clientes reclamam da falta de higiene e o fiscal da vigilancia sanitaria aplica multa e fecha o estabelecimento.

A internet e redes sociais dão um poder muito grande a qualquer pessoa. Para os empresários, infelizmente um consumidor que bota a boca no trombone podem ter muito mais força do que mil comentários positivos de clientes satisfeitos. Pequenos deslizes de qualquer empresa com algum consumidor pode custar um preço muito alto para a imagem da empresa.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/08/29/mulheres-sao-condenadas-a-indenizar-habibs-apos-organizar-protesto-contra-a-rede.htm#comentarios

Custo do uso de cartões de crédito deveriam ser repassados aos consumidores, que estariam livres para escolher o meio de pagamento mais barato ou mais conveniente.

Mais uma vez o governo cria leis que para controlar o uso dos cartões de crédito, vale refeição e meios de pagamento em geral. Isso parece muito mais uma pressão oculta das grandes bandeiras de cartões de crédito e bancos.

As taxas cobradas dos restaurantes (ou qualquer empresa que aceita cartões) variam de 1% a 6%. Sou totalmente a favor de que o custo das taxas cobradas dos estabelecimentos sejam repassados integralmente ao consumidor. Nem um centavo a mais nem um a menos. E digo isso não pensando exclusivamente nos empresários. Falo isso pois trata-se de um direito de escolha do consumidor. Ou seja, o consumidor irá saber claramente quanto cada cartão/bandeira custa e optar pelo método mais barato ou mais conveniente. Pagar em dinheiro ou cartão de débito será mais barato do que pagar com cartão de crédito.

Quando um banco liga pra mim (Luciano Pessoa Física) oferecendo cartão de crédito bandeira Visa ou Mastercard, para mim tanto faz. Agora imaginem se eu descobrir que a Visa cobra taxas mais caras nos estabelecimentos do que a Mastercard. Claro que vou preferir pagar com a Mastercard para reduzir o valor da minha conta no restaurante.

Quando o governo obriga os estabelecimentos a aceitarem todos os cartões sem cobrar adicionais, na verdade, o restaurante embute o custo do cartão nos preços. Ou seja, mesmo que você pague em dinheiro, estará pagando mais caro do que poderia.

No momento em que estabelecimentos e consumidores ficarem cientes dos custos dos cartões de crédito e arcarem mutuamente com eles, ambos vão questionar e optar pelas menores taxas, ou seja, donos e clientes remando para o mesmo lado… e não essa briga que tem hoje.

Vale lembrar que uma vez que os estabelecimentos embutem o custo dos cartões nos preços, automaticamente vão pagar mais impostos sobre este acréscimo de preços. Os impostos sempre funcionam como uma bola de neve. Se o produto é tributado em 20%, os 6% da taxa de cartão, vão virar 6% + 20% = 7,2%. Pagando em dinheiro, eliminariamos tudo isso.

http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/2013-08-01/restaurantes-estao-proibidos-de-restringir-horarios-para-uso-do-vale-refeicao.html