Motorista de caminhão estava sem cinto de segurança morre em acidente e empresa é obrigada a pagar danos morais.

Um motorista de caminhão sofre um acidente fatal, sendo confirmado pelo juiz o fato que o principal causador da morte foi a falta do uso do cinto de segurança. O caminhão estava em bom estado, assim como a rodovia. Mesmo não tendo qualquer culpa e contrariando as próprias leis, a empresa foi considerada culpada e precisará pagar danos morais a família.

O trabalhador não cumpre as normas mais básicas de segurança e a culpa é do empresário. Os funcionários e empresários já pagam o INSS regularmente exatamente para casos de acidentes e mortes, portanto, em teoria, a empresa já está pagando o seguro pelo funcionário. Vai ter que pagar de novo? Motorista agora vai ter que ter seguro de vida bancado pelo empresário? Então vamos cancelar o INSS que como tudo cobrado pelo governo, não serve pra quase nada. OK. Vamos pagar seguro de vida para funcionários e ter que embutir o valor no preço dos produtos e elevar preços (e/ou reduzir salários pois consumidor não aceita aumento de preço ou compra do camelô da esquina).

Da mesma maneira que os empregados deveriam se concientizar em usar o EPI, e não culpar empresas quando acidentes ocorrem por falta de EPI, mesmo disponibilizando e cobrando isso dos funcionários.

O empresário tem que pagar pela burrice das pessoas também!!! Quem disse que burrice não mata?

Lembrei no final que todos pagamos também o DPVAT. Seguro para acidentes de trânsito.

http://www.legisweb.com.br/noticia/?id=8516

Fui obrigado a fazer um acordo trabalhista de R$5.000, mesmo tendo todas as provas a meu favor. Funcionário escondeu a verdade do próprio advogado de defesa.

Tive um funcionário que depois de ser despedido, entrou na justiça contra mim alegando que havia perdido a audição por culpa da empresa e por isso pedia danos morais, além de pensão vitalícia. Sempre fornecemos EPI correto e ele nunca trabalhou em áreas com muito barulho. O grande detalhe é que desde o exame admissional, já havia sido detectado o problema de audição dele e todos percebiam que ele era um pouco surdo. Para resumir, semana passada foi a audiência e achamos melhor fazer um acordo no valor de R$5.000. O advogado do funcionário não sabia que ele já tinha entrado surdo, ou seja, o funcionário mentiu para seu próprio advogado e por isso, o valor do acordo acabou sendo esse mesmo mais baixo do que esperávamos.

Tinha plenas condições de ganhar o processo, mas com certeza gastaria mais de R$5.000 com tudo. Teria que pagar o perito, ter custos advocatícios e muita dor de cabeça por meses ou anos. Minha advogada até comentou que se o juiz não estiver num dia bom, eu poderia perder a causa. Outra situação possível seria o perito ligar para mim pedindo uma bolada para dar um parecer favorável a mim. Ainda teria que contratar um médico para acompanhar a perícia e fazer alguma contestação técnica do laudo do perito caso necessário.

Moral da história, o funcionário salafrário saiu com R$5000 apesar de não merecer. Não houve justiça e incentiva todos demais funcionários a conseguir o mesmo dinheiro “fácil” se apoiando na putaria que é a justiça do trabalho no Brasil. Preferi pagar para ter sossego. Infelizmente tudo funciona assim no Brasil. Já lutamos contra tantas coisas e ainda temos que pagar para ter sossego, da mesma maneira que pagamos para o cuidador do carro (flanelinha) não estragar nosso carro.

Empresário brasileiro vive na corda bamba, com altos e baixos. Mauricio de Sousa que o diga !

Pelo que acompanho de gibis desde minha infância, não existe outro brasileiro mais bem sucedido na carreira do que o Mauricio de Sousa e seus quadrinhos da turma da Mônica. Mas infelizmente, como todo empresário brasileiro, já passou por dificuldades imensas. Nunca havia imaginado que ele já tivesse tido uma dívida de milhões… Mesmo num período de internet, desenhos animados de alta tecnologia, celulares, youtube, Mauricio de Sousa continua firme. Assim como todo empresário, teve que se reinventar diversas vezes e até imaginei que não fosse sobreviver a modernidade. Mas no final, fico feliz em vê-lo concedendo entrevistas em rádios e televisão sobre sua nova fase. Parabéns pois não deve ter sido fácil.

Empresário brasileiro sempre vive em uma corda bamba. A maioria fecha nos 2 primeiros anos, e mesmo aqueles que sobrevivem continuam na corda bamba e todos passam por um grande aperto por diversas vezes durante a vida. 

Esta dura realidade do Brasil nos obriga a nunca conceder grandes aumentos de salários, fazer redução de custos e sempre trabalhar em constante contenção de despesas. Qualquer centavo pode fazer toda a diferença nestas épocas de vacas magras.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/07/1317929-mauricio-de-sousa-conta-como-deu-a-volta-por-cima-apos-dividas-com-parque-da-monica.shtml

Quem não tem empresa, não faz idéia dos custos envolvidos e de toda a complexidade. Veja este fã da Wanessa Camargo que vai perder sua casa por achar que promover um show é coisa fácil.

Ouço as pessoas em geral achando tudo caro e achando que as margens de lucro das empresas são altíssimas. Só quem abriu uma empresa do zero e acompanha tudo no dia-a-dia sabe que nenhum negócio no Brasil é moleza. Para quem acha que os lucros dos empresários são super altos (e você tão inteligente), abra sua próprio negócio e pegue estes lucros para você. Para os que tentam abrir: muitos quebram em menos de 2 anos (e levam suas economias de anos para o buraco). Para os que não tentam, ficarão achando a mesma coisa a vida inteira.

Meu maior exemplo é um dos meus amigos de infância que se recusa a pagar R$50 por uma pizza. Segundo ele, é muito caro, considerando que uma pizza leva basicamente farinha, ovos, tomate e queijo. Ele esquece que uma pizzaria tem inúmeros funcionários, aluguel, mesas, cadeiras quase sempre impecáveis (no caso de uma pizzaria melhor) e ingredientes melhores que a média. Além disso tem todas as licenças de funcionamento, segurança, freezers, ar condicionado, dedetização, inadimplentes, taxa do cartão, imprevistos mil… quanto mais eu penso, mais custos me aparecem na cabeça… sem falar dos impostos.

Veja só este fã da Wanessa Camargo que promoveu um show dela no interior, pegou dinheiro emprestado achando que iria render bastante para pagar os custos, juros e tudo. No final, os gastos foram extrapolados e o dinheiro dos ingressos “sumiu”. Agora ele deu a casa em garantia do empréstimo e irá perder a casa. Ainda deve ter sido roubado nos ingressos.

Essa é uma situação típica de um empresário no início. Faz um grande investimento achando que o negócio vai decolar nos primeiros meses. Quando vê, já se passou vários meses, não conseguiu tantos pedidos como imaginava e os lucros na verdade viram prejuízo. Depois de alguns meses, o dinheiro acaba e na confiança e ilusão de fazer o negócio crescer, toma empréstimos e se afunda ainda mais. Ainda leva um processo trabalhista, é traído por pessoas que não esperava, clientes mal intencionados, roubo na empresa de vários tipos, etc. Mesmo para aqueles que passam vivos nos primeiros anos, esta luta (sobe e desce) será constante por ainda muitos anos. Você tem que ficar de olho no dinheiro, nos funcionários, nas leis, no servidor de telefone e de dados, rede elétrica, bombeiro, e por ai vai… no final, você cuida de tudo e esquece de pensar no seu negócio e correr atrás dos clientes.

http://noticias.r7.com/economia/fotos/exclusivo-fa-que-contratou-show-da-wanessa-camargo-pode-perder-casa-dos-pais-para-agiota-18072013#!/foto/13

A empresa é sempre culpada por atitudes erradas de funcionários escrotos ou clientes insanos?

Uma amiga minha estava indignada com o péssimo atendimento de uma padaria dizendo que o garçom não estava prestando atenção ao anotar o pedido e que a padaria deveria dar mais treinamento aos funcionários. Eu também já fiquei indignado várias vezes com maus atendimentos, mas quando o funcionário está querendo ser mandado embora (e não pedir as contas e perder “direitos”) ele apronta de tudo e maltrata mesmo os clientes de propósito. A empresa pode treinar meses um funcionário deste tipo, e ele continuará atendendo mal. Emendo esta assunto em outro…

Li hoje a noticia que houve uma manifestação na frente do Hotel Copacabana Palace no Rio de Janeiro contra uma festa de casamento luxuosa da família do dono da empresa responsável pelo transporte do Rio. (Não vou discutir se a manifestação é correta ou não… conforme escrevi em outros artigos, estas licitações públicas são sempre manipuladas, por isso, eu chamo estas pessoas de “pseudo-empresários” porque eles estão lá apenas por ter rabo preso com político.) O ponto que eu quero chegar é que a manifestação causou grandes transtornos ao hotel e seus hospedes (ligados ou não a festa). Atiraram pedras e arrumaram briga conforme menciona a matéria no link abaixo, ou seja, causou prejuízos ao hotel. Assim como a maioria das manifestações, os prejuízos e quebra-quebra ocorre sempre contra os donos das lojas ou empresas. Nunca há ressarcimento. Agora em algum momento um indivíduo foi atingido por um cinzeiro na testa e a primeira coisa que eles querem é abrir um processo contra o hotel???? O pessoal arruma briga em massa contra os hospedes e querem que o hotel pague o pato? 

Aproveito para mencionar outros casos malucos: uma funcionária revoltada troca o nome da conta de uma consumidora de Vania para Vadia. A cliente abre um processo contra a empresa? Por favor, verifiquem o nome da funcionária escrota e processe ela. Não tem nada que uma empresa possa fazer contra uma funcionária dessas. E olha que se ela for mandada embora por justa causa, ela entra na justiça e consegue reverter e receber uma grande indenização da empresa (justa causa hoje é só se matar alguém).

Outro caso com link abaixo é de um faxineiro homofóbico que agrediu um cliente na balada. Até aí o assunto é discutível, mas o ponto chave da história é que a balada é voltada para o público LGBT. O cliente agora quer processar a balada??? Como uma balada LGBT vai ser processada por homofobia?? Se um funcionário maluco decide agredir um cliente, isso é um comportamento repudiável do funcionário e não da balada. Todos sabem o nome do agressor e não tem porque transferir esta responsabilidade para a empresa. Esta atitude do faxineiro nunca foi incentivada pela balada e não vejo negligência neste caso.

Posso citar dezenas de casos parecidos, mas é a mesma coisa que culpar um banco se o assaltante matar uma pessoa na saída do banco, ou uma pessoa cair sozinha no chão da loja, quebrar a perna e pedir indenização com o piso seco e em perfeito estado.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/07/agora-mesmo-que-volto-para-todas-manifestacoes-diz-ferido-no-rio.html

http://igay.ig.com.br/2013-07-10/violencia-na-noite-em-sp-jornalista-e-espancado-por-funcionario-homofobico.html

http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/07/cliente-tem-nome-trocado-por-palavrao-em-conta-de-tv-e-internet.html

Escandalo de licitações manipuladas envolvendo a Siemens e outras grandes.

As pequenas e médias empresas no Brasil são sufocadas por milhões de leis, sufocadas com impostos e custos trabalhistas, fiscais corruptos, governo totalmente omisso e altamente burocrático. As multinacionais endinheiradas fazem o que querem, compram servidores do governo e se fazem de santas. Todos os fornecedores destas grandes empresas sabem da dificuldade que é vender seus produtos para elas. Regras e contratos intermináveis, multas por qualquer deslize.

Podemos ver que no Brasil, as pequenas e médias são obrigadas a sonegar impostos, enquanto as grandes formam cartéis e manipulam o jogo. Pode ser alemã, americana, italiana, francesa… Escandalos com grandes empresas estão ficando cada vez mais comuns no Brasil.

O pequeno e médio empresário fica encurralado pois só apanha do governo e não tem a menor condição de brigar com as grandes.

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/siemens-delata-cartel-em-licitacoes-de-metros-diz-jornal

No segundo dia de trabalho, minha funcionária avisa que está gravida.

Nosso escritório funciona normalmente com 3 pessoas, sendo uma auxiliar de escritório, uma vendedora e uma compradora. Como minha ultima auxiliar de escritório havia sido demitida há alguns meses, contratamos uma nova funcionária. A última ficou fazendo corpo mole pra ser mandada embora (ficava no facebook via celular o dia inteiro e não fazia nada certo).

Nossa nova funcionária informou que estava grávida de um mes no seu segundo dia de trabalho. Ela chegou o primeiro dia para ser apresentada e assinar a papelada. No dia seguinte ela fez o exame admissional, e já tendo a devida prova em mãos, comunicou a supervisora que estava grávida.

As experiências anteriores que tive com grávidas no trabalho não são nada boas, na verdade são péssimas se considerarmos apenas as pessoas com nível educacional mais baixo. O padrão é um descomprometimento total com o serviço pois elas sabem que não podem ser mandadas embora. Sai cedo, chega tarde, falta sem avisar diversas vezes, e depois de vários dias aparece com um atestado mencionando folga de vários dias.

Os links abaixo mostram que a lei mudou recentemente. Mesmo funcionários temporários, em experiencia ou aviso prévio tem agora direito a estabilidade durante toda a gestação, mais licença e mais alguns meses de estabilidade.

Acho isso totalmente descabido pois estabilidade de 15 meses é demais para as situações acima. Assim fica fácil: a pessoa quer ter filho, arruma um emprego temporário (por exemplo, vendedora na época de Natal), e sai correndo para fazer filho. Uma vez grávida, pode fazer o que quiser, e se arrumar briga e for mandada embora é melhor ainda. Entra com processo e ganha 15 meses de salário em casa sem trabalhar e pede ainda danos morais.

O melhor ainda é quando a funcionária não avisa que está gravida ao ser manda embora. Espera alguns meses e entra na justiça alegando que não sabia que estava grávida. Ganha novamente 15 meses em salário ficando em casa. Obviamente não há condições de pedir “recolocação no emprego”. Nem o funcionário nem a empresa querem voltar ao trabalho e criar uma situação forçada.

O empregador também não pode ser radical a ponto de mandar todas que ficam grávidas embora, mas é pedir demais um mínimo de bom senso? Arruma o emprego, fica alguns meses, mostre o seu bom serviço e sua boa intenção, ai sim, engravide sem peso na consciencia. Acho ridículo a pessoa que nem mostrou serviço já ter uma mega estabilidade.

O empreendedor vira praticamente o pai da criança. Só faltava ter que pagar pensão alimentícia vitalícia. Se a população julga importante para a mãe ter uma renda de 15 meses, o GOVERNO deveria arcar com isso e proteger sua população, e não o pequeno empreendedor (sim, a grande maioria das empresas no Brasil são micro e pequenas empresas).

http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/gravidez_inicio_estab.htm

http://trt-04.jusbrasil.com.br/noticias/100491544/gestante-tem-direito-a-estabilidade-no-emprego-mesmo-que-gravidez-tenha-iniciado-durante-contrato-de-experiencia-decide-7-turma