Brasil último colocado: altos impostos, nenhum retorno para a população. Governo rico, empresas sem lucro e população sem poder de compra.

Para qualquer empresário, não é novidade nenhuma saber que o Brasil é campeão dos impostos. Infelizmente a maioria da população não sabe na realidade quanto se paga de impostos sobre os produtos que compra, e ainda insiste que os produtos no Brasil são caros por causa das altas margens das empresas. Infelizmente quando o governo não reverte o alto recolhimento em impostos para a população, as empresas e o empreendedorismo são muito afetados. Afinal, a mão de obra fica desqualificada sem educação, doente sem acesso a tratamentos de saúde (tendo as empresas que oferecer planos de saúde privados), alto custo em vale transporte mesmo que ineficiente, etc. Da mesma maneira que a população não pode contar com nenhum serviço publico, as empresas ficam totalmente largadas. O governo não investe nem incentiva empresas inovadoras, não financia pesquisas e só defende empresas que financiam partidos políticos.

O pior é que o governo ainda faz milhões de campanhas para combater a sonegação, exigir notas fiscais, como se as empresas pagassem poucos impostos. Já somos campeão dos impostos no mundo mesmo tendo um monte de empresa sonegando, imagina se todos pagassem tudo certinho. Por isso que as empresas estão sempre na mão dos fiscais… nenhuma tem condições de pagar tudo certinho.

Imposto alto quer dizer que todos os produtos ficam caros e inacessíveis para a população e as empresas trabalham com margens mínimas para ficar com preços viáveis. Sem poder de compra, a população reclama que as empresas pagam salários baixos.

Não entendo quando vejo pesquisas de opinião dizendo e avaliando o governo como bom ou ótimo, mesmo nada funcionando. Não me refiro a partido X ou Y porque sempre foi a mesma merda. Hospital cheio sem médico nem leito, transporte público uma desgraça, estradas esburacadas, educação onde poucas escolas públicas se salvam, e por ai vai.

Não entendo como ainda existe gente que é contra a privatização do Brasil inteiro. Mas tem que privatizar e reduzir os impostos.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/04/brasil-e-ultimo-colocado-em-ranking-sobre-pouco-retorno-dos-impostos.html

Certificações Inmetro, Anatel, entre outros, deveriam ser subsidiados pelo governo ou financiados para incentivar empreendedorismo e inovação.

Publiquei há alguns meses um artigo mencionando o alto custo de obter uma certificação Inmetro para um produto que eu estava importando havia alguns anos. Cada vez mais o governo exige certificados gerais para todos os tipos de produto. Recentemente tive interesse em importar produtos específicos para telecomunicação e descobri que precisaria do selo da Anatel. A primeira vez custaria em torno de R$20.000 e depois teriam pagamentos anuais de valor bem mais baixo.

O outro produto anterior que exigia Inmetro custaria também entre R$20.000 e R$30.000, imaginando que o produto fosse aprovado de primeira, sem exigir nenhuma modificação.

Não sou contra a certificação, pelo contrário, certificações garantem segurança e boa qualidade a população. O que acho absurdo é o alto custo para obter os selos: testes em laboratório, visita a fábrica, entre outras documentações. Para grandes empresas que vendem milhares de unidades de cada produto e fabricam ou importam vários conteineres por ano, o custo do selo é diluido. Mas e no meu caso, que não vou vender nem mesmo 1000 peças do meu produto? Encarece demais meu investimento e o custo final do produto.

Para incentivar as empresas e viabilizar o lançamento de novos produtos no mercado, o governo deveria facilitar a obtenção do selo, seja através de subsidio ou mesmo financiamentos de longo prazo. Fica bom para as empresas de menor porte e também para a população que terá mais variedade, preço final mais baixo e mesmo assim produtos com segurança e qualidade. Conheço muitos produtos inovadores e interessantes fora do Brasil que atenderiam um nicho “específico” e “restrito”, mas ficam inviável de serem trazidos ao Brasil pois não tem volume de vendas que justifique investimento em certificações. E olha que são produtos que já tem dezenas de selos internacionais de qualidade e mesmo assim, tem que passar por uma grande bateria de testes aqui no Brasil… bem caro.

 

Esse link abaixo diz mais ou menos a mesma coisa sobre celulares:

http://tecnologia.ig.com.br/especial/2013-04-11/lentidao-da-anatel-prejudica-venda-de-celulares-legalizados-diz-fabricante.html

 

 

Índice Margherita. Pizza brasileira é a mais cara do mundo, assim como sair para comer fora.

Depois de comparar pelo mundo o preço de um BigMac, criaram o índice Margherita. Ou seja, pegar o valor de uma pizza de margherita em diferentes países. Parabéns ao Brasil: a pizza mais cara do mundo. Aqui pizza é coisa de rico. Não só a pizza é cara. Comer fora é caro. Nestes comparativos, os números poderiam ser ainda mais gritantes se levarmos em conta a diferença dos salários nos diversos países. Ou seja, uma pizza aqui no Brasil pode custar R$50, sendo que muitos ganham R$800. Esta pizza na Europa até pode custar os mesmos R$50 (equivale a uns 20 Euros), mas o mesmo trabalhador ganha 800 euros (e não oitocentos reais). Ou seja, ganhamos muito menos e temos que gastar muito mais.

A reportagem abaixo menciona inúmeros motivos para a pizza ser tão cara, e posso garantir que são todas verdadeiras. Os custos dos imóveis são exorbitantes, a mão de obra com todas as leis trabalhistas também fica cara, os ingredientes da pizza também fica cara com um custo Brasil tão alto. E novamente não podemos dizer que as pizzarias fazem fortuna, afinal, em toda esquina “literalmente”  existe uma pizzaria. Com esta concorrencia toda podemos afirmar que o preço cai ao menor nível possível.

Concluímos que tudo no Brasil é mais caro: os carros mais caros do mundo, as pizzas mais caras do mundo, eletronicos mais caros do mundo… até quando a população vai ficar dando nota “ótima” para presidentes e governantes diante de uma realidade tão dura ?!??!?!

http://vejasp.abril.com.br/materia/pizza-paulistana-e-a-mais-cara-do-mundo

 

Sedex sofre roubo a cada 9 horas. Quem paga esta conta é o empresário novamente.

Já não á a primeira vez que ouço sobre algumas áreas de risco para entrega de Sedex, mas eu não imaginava que era tão grave assim. Um roubo a cada 9 horas é demais. Escolta para os funcionários dos Correios parece até piada. Agora é motorista e ajudante num carro com os pacotes e outro carro (de escolta) com dois seguranças, afinal, a bandidagem está bem equipada e mandar somente 1 segurança não adianta. Ou seja, 2 carros e 4 pessoas para enviar o seu secador de cabelo de R$100 que você comprou na Internet.

Pergunte agora ao Procon quem deve pagar pelo produto roubado que não foi entregue ao consumidor? É claro que é o empresário. E prepare sua equipe de vendas pois os consumidores vão ligar inconformados porque demoraram para receber o produto. Meus clientes que compram por internet pagam via internet no cartão de crédito hoje e querem receber a mercadoria amanhã. Muito exigentes mesmo.

Após tomar algumas vezes na cabeça e termos cargas roubadas, percebemos a importancia de pagar o seguro sobre todas os pedidos. E não é barato. O desafio das vendas pela internet tem sido o alto custo do frete, pois assim, apenas produtos mais caros ficam viáveis para serem comprados online. Produtos de baixo custo é muito difícil de vender por internet pois o frete pode ficar quase o mesmo preço do produto. Agora que temos que adicionar o valor do seguro, o preço final para o consumidor fica ainda mais caro. Vale lembrar que como este valor de seguro tem que ser embutido na nota fiscal, pagamos imposto também sobre este valor de seguro, pois qualquer valor adicionado na nota fiscal é tributado integralmente. O produto fica com preço absurdo e o cliente não compra, ou seja, as vendas desaparecem e a empresa não prospera. E vai ter sempre aquela uma empresa que tem o preço mais barato que o seu porque não paga o valor do seguro para o Sedex, não emite a nota fiscal direito, não tem nome a zelar no mercado, roubando os clientes de empresas que querem fazer tudo “direitinho”.

É inadmissível que uma empresa de frete como os Correios tenham que gastar dinheiro com segurança. E nós empresários que já pagamos tantos impostos, temos que nos especializar em segurança também. O empresário tem mesmo que entender de tudo para sobreviver: impostos, leis trabalhistas, transporte, segurança… Gastamos tempo aprendendo sobre segurança, ao invés de cuidar do que a empresa faz: vender, motivar funcionários, estudar o mercado.

O famoso custo Brasil aparece novamente. Depois as pessoas se perguntam porque as coisas são tão caras no Brasil e ficam achando que as empresas tem lucros exorbitantes.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2013-04-08/a-cada-9-horas-sedex-sofre-um-roubo-na-grande-sao-paulo.html

Que paradoxo: as leis no Brasil são super complexas e infinitas, mas nenhuma empresa tem lucro suficiente para contratar assessoria de advogados.

Tive um problema com a “malha fina” do imposto de renda/receita federal e fui solicitar uma orientação “sem custo” de um advogado tributarista. Ao contrário dos médicos, os advogados pelo menos não cobram nada para analisar um caso. Nada contra médicos, nem advogados, mas sabemos que o serviço de ambos é muito caro (pelo menos a maioria dos bons médicos e advogados).

No final da visita, comentei com o advogado que eu era empresário, e a partir daí ele começou a me “assustar” mencionando várias leis novas e resoluções do senado que entraram em vigor em 2013. Ou seja, as leis mudam radicalmente da noite para o dia, e nós, empresários, não temos como nos manter informados, nem se adequar as mudanças. Descobri que todos os meus produtos que compro e vendo terão os impostos alterados, sendo eu responsável por saber profundamente todos os benefícios e impostos pagos também pelos meus fornecedores. Cito apenas alguns casos que envolvem quase todos meus produtos: substituição tributária e ICMS sobre importados. Estes dois assuntos já deixam qualquer um de cabelo em pé. O advogado comentou que criminoso que mata não vai preso, mas se a gente recolhe um imposto errado ou preenche um formulário incorreto, podemos ir para prisão a qualquer momento.

Neste caso, posso afirmar 100% que sou um criminoso, afinal, é impossível conseguirmos seguir todas as leis, resoluções e mudanças constantes da lei. Por isso que fiscal é tudo corrupto, senão, precisaria prender todo mundo: empresário, contador, gerentes, etc.

Nem cheguei a perguntar quanto custaria uma consultoria da empresa dele, mas posso dizer que a grande maioria das empresas não tem nem R$3.000 sobrando para receber uma consultoria permanente de advogados. Tive a sensação que esta consultoria iria custar pelo menos o dobro com ele. Só podemos apagar fogo, ou seja, contratamos advogado depois que recebemos uma notificação judicial, depois que a merda acontece.

Eu já pago quase dois salários minimos para ter uma contabilidade, e mesmo considerando minha contabilidade boa, eles não tem condições de me manter informado das coisas. Afinal cada produto de cada cliente dele tem que seguir leis e impostos diferentes. Infelizmente quando tenho uma duvida sobre importação, meu contador manda eu falar com o despachante aduaneiro, e o despachante manda eu falar com o contador. Ou seja, o empresário fica sem resposta e acaba fazendo de qualquer jeito. Claro que uma consultoria de advogados me salvaria, mas se for contratar consultoria para tudo que recomendam, eu precisaria pagar uma consultoria tributaria, uma trabalhista, uma empresarial, ou seja, empresário no Brasil precisa de infinitas consultorias.

Se fosse para seguir todas as leis e fazer o certo, todos deveriam contratar advogados para cargos de Vendedor, Comprador, RH e até para emitir notas fiscais. Imagina só… a “mocinha que emite nota fiscal” não pode ser mais aquela estagiária ou auxiliar de escritório… tem que ser uma contadora ou advogada experiente… sabemos que isso é praticamente inviável e/ou impossível. Minha vendedora atualmente trabalha com tanta tabela e calculo de impostos que fico até com pena, ela fica perdidinha, afinal, cada estado trabalha com impostos diferentes e vendemos diferentes tipos de produtos (cada um com sua fórmula e tabela).