A General Motors, assim como qualquer empresa privada, não pode ser proibida de demitir funcionários

Mais uma vez recebemos a notícia que uma grande empresa está fazendo demissões em massa: desta vez foi a GM (General Motors). Esta é indiscutivelmente uma notícia terrível para muitas pessoas que vão perder seus empregos. Agora terão que correr atrás de outro emprego. Para variar, o sindicato já está querendo mandar mais do que os donos da empresa e está recorrendo até a Dilma para impedir as demissões.

O sindicato dos trabalhadores realmente devem se preocupar em manter condições dignas de trabalho para todos, mas não podem interferir na dinâmica do mercado. Agora, se muitas empresas grandes estão fazendo demissões em massa, o problema não está nas empresas, e sim na política do governo que não cria um ambiente favorável para crescer a economia e os diversos fatores envolvidos. Em condições de economia normal, esses funcionários demitidos encontrarão emprego em outras empresas… afinal, o Brasil não se resume apenas a GM.

As pessoas esquecem que as empresas privadas visam o lucro… não são entidades filantrópicas. E quem acha que empresário ganha muito, então que abra sua própria empresa e depois nos falamos de novo (não espere ter o lucro da GM já no primeiro ano, mas se em 30 anos sua empresa estiver grande, tenho certeza que vai querer colher os frutos do seu esforço). Já li também muitas pessoas sugerindo que todos paremos de comprar carros zero, e comprar apenas carros usados para “protestar” e forçá-los a reduzir os preços dos carros. Essas pessoas burras não imaginam que se as pessoas pararem de comprar carros zero-km, na realidade as fábricas não vão reduzir os preços, e sim demitir mais funcionários pois cairão muito as vendas. E não descarto que elas simplesmente quebrem, assim como vem ocorrendo com muitas montadoras ao redor do mundo.

Sempre ouço pessoas indignadas dizendo (sem nunca terem trabalhado em uma fábrica de carros) que as margens de lucro das montadoras são muito altas. Não sou do mercado automobilístico, mas imagino que estas margens não tem como serem altas, afinal temos hoje grande concorrência, inúmeras fábricas no Brasil e concorrentes de vários países, incluindo Coréia e China.

Finalizo dizendo que, exceto quando existe monopólio, quem manda nos preços, margens de lucro, volumes de produção é o mercado. Hoje para qualquer produto, existem dezenas ou centenas de empresas concorrendo junto. Se existe algum produto com margem alta de lucro, pode ter certeza que em poucos meses outras pessoas e empresas vão perceber isso e migrar para este novo mercado, equilibrando novamente o mercado e reduzindo as margens de lucro, até que surja um novo produto lucrativo… e por ai vai. Por isso dizemos que o mercado é dinâmico. Esse ano a GM pode bater recorde de vendas e contratar vários empregados, mas nos anos seguintes cair rapidamente e demitir. Não adianta sindicato querer interferir nesta dinâmica…. quem manda é o mercado e o governo é única força capaz de interferir nisso.

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