Greve dos caminhoneiros: preços dos alimentos sobem (na última greve quando faltou combustível, aumentar o preço do combustivel era crime)

Conforme vemos nos noticiários em geral, a greve dos caminhoneiros está causando aumento dos preços de alimentos pelo Brasil. Viagens mais longas, mais alimentos estragados, entre outros fatores, acabam aumentando os custos dos alimentos, que são repassados ao consumidor, seguindo também a lei da oferta e da demanda.

O que eu não entendo é: por que quando houve a greve dos caminhoneiros que deixaram de transportar combustível, os postos de combustível foram proibidos de subir os preços e alguns ainda foram presos ?? Como se a greve tivesse sido causada pelos donos de postos de gasolina !?!? Alegaram que os donos estavam sendo oportunistas para ganhar mais dinheiro. Na realidade os postos de gasolina PERDERAM muito dinheiro, afinal, mesmo com preços mais altos, o volume de vendas caiu quase a zero. Não tenho posto de gasolina, mas imagino que eles passaram por muitas dificuldades, porque vendendo ou não, com greve ou não, existem os custos fixos e contas para pagar do mesmo jeito.

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2012/07/greve-de-caminhoneiros-afeta-preco-de-alimentos-no-es.html

Greve dos caminhoneiros: O governo permite que sindicatos e grevistas usem armas, façam ameaças e atos criminosos.

Vemos a greve dos caminhoneiros causando problemas pelo Brasil e bloquando estradas. Greves em várias categorias mostram a força dos sindicatos e também que em ano de eleição podemos esperar de tudo. São muitos interesses envolvidos, sindicatos e partidos políticos sedentos por verba para bancar suas candidaturas milhonárias.

Quando um sindicato faz ameaças em pequenas e médias empresas, ninguem fica sabendo. E já vi muitos abusos por parte dos sindicatos. Porém, quando envolvem grandes empresas ou um grande número de manifestante, podemos ver o método de coerção usado. No caso dos caminhoneiros, existem vários jornalistas noticiando casos de grevistas ameaçando com facão aqueles que querem trabalhar, e em alguns casos, pessoas efetivamente machucadas e caminhões quebrados.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/07/manifestantes-ameacam-e-agridem-caminhoneiros-na-dutra-no-rj.html

O uso da força também sempre é noticiado na greve dos bancários, onde pessoas que querem trabalhar são impedidas de entrarem nas agências bancárias e ameaçados.

Na minha empresa, mesmo seguindo totalmente as leis vigentes, o sindicato chega fazendo barulho, chingando e querendo reunir os trabalhados. Depois de tanto falarem, é claro que os funcionários são influenciados a concordar com o sindicalista e agir contra a empresa. Afinal, as pessoas são facilmente influenciáveis, principalmente colocando empregados contra os patrões, usando palavras como exploração, abuso, etc. Minha advogada chegou a dizer que o sindicato não pode cobrar o que não está na convenção coletiva, mas pelo jeito, ela não conhece os métodos coercitivos do sindicato e que eles agem contra a lei mesmo. Qualquer valor conquistado pelos empregados, 20% vai para o sindicato, como se eles já não recebessem verba suficiente do governo e partidos políticos.

Resumindo, grevista pode tudo até mesmo usar armas. O empresário não pode… afinal temos que seguir leis.

Até quando o governo vai permitir que certas “classes” ou “categorias” possam sair apontando armas para as pessoas ou ateando fogo sem que nada aconteça?? Isso inclui sem-terra, sem-teto, sindicalista, entre outros. Pelo que eu saiba, isso é ato de vândalo e bandido. Com certeza se eu fizer isso na rua, eu vou preso (ou pelo menos deveria).

A General Motors, assim como qualquer empresa privada, não pode ser proibida de demitir funcionários

Mais uma vez recebemos a notícia que uma grande empresa está fazendo demissões em massa: desta vez foi a GM (General Motors). Esta é indiscutivelmente uma notícia terrível para muitas pessoas que vão perder seus empregos. Agora terão que correr atrás de outro emprego. Para variar, o sindicato já está querendo mandar mais do que os donos da empresa e está recorrendo até a Dilma para impedir as demissões.

O sindicato dos trabalhadores realmente devem se preocupar em manter condições dignas de trabalho para todos, mas não podem interferir na dinâmica do mercado. Agora, se muitas empresas grandes estão fazendo demissões em massa, o problema não está nas empresas, e sim na política do governo que não cria um ambiente favorável para crescer a economia e os diversos fatores envolvidos. Em condições de economia normal, esses funcionários demitidos encontrarão emprego em outras empresas… afinal, o Brasil não se resume apenas a GM.

As pessoas esquecem que as empresas privadas visam o lucro… não são entidades filantrópicas. E quem acha que empresário ganha muito, então que abra sua própria empresa e depois nos falamos de novo (não espere ter o lucro da GM já no primeiro ano, mas se em 30 anos sua empresa estiver grande, tenho certeza que vai querer colher os frutos do seu esforço). Já li também muitas pessoas sugerindo que todos paremos de comprar carros zero, e comprar apenas carros usados para “protestar” e forçá-los a reduzir os preços dos carros. Essas pessoas burras não imaginam que se as pessoas pararem de comprar carros zero-km, na realidade as fábricas não vão reduzir os preços, e sim demitir mais funcionários pois cairão muito as vendas. E não descarto que elas simplesmente quebrem, assim como vem ocorrendo com muitas montadoras ao redor do mundo.

Sempre ouço pessoas indignadas dizendo (sem nunca terem trabalhado em uma fábrica de carros) que as margens de lucro das montadoras são muito altas. Não sou do mercado automobilístico, mas imagino que estas margens não tem como serem altas, afinal temos hoje grande concorrência, inúmeras fábricas no Brasil e concorrentes de vários países, incluindo Coréia e China.

Finalizo dizendo que, exceto quando existe monopólio, quem manda nos preços, margens de lucro, volumes de produção é o mercado. Hoje para qualquer produto, existem dezenas ou centenas de empresas concorrendo junto. Se existe algum produto com margem alta de lucro, pode ter certeza que em poucos meses outras pessoas e empresas vão perceber isso e migrar para este novo mercado, equilibrando novamente o mercado e reduzindo as margens de lucro, até que surja um novo produto lucrativo… e por ai vai. Por isso dizemos que o mercado é dinâmico. Esse ano a GM pode bater recorde de vendas e contratar vários empregados, mas nos anos seguintes cair rapidamente e demitir. Não adianta sindicato querer interferir nesta dinâmica…. quem manda é o mercado e o governo é única força capaz de interferir nisso.

38% dos universitários são analfabetos funcionais

Conhecendo as péssimas condições do nosso ensino fundamental, não me espanto em saber que 38% dos universitários são analfabetos funcionais. Não é minha intenção analisar os motivos ou o sistema de ensino brasileiro… todos já sabem os problemas e temos muita gente já fazendo esta análise.

http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/07/22/universitarios-brasileiros-sao-considerados-analfabetos-funcionais

O que me interessa é pensar como isso interfere na minha vida de empresário, na minha empresa e no mercado brasileiro. Estas estatísticas infelizmente comprovam o problema de qualquer empresa no Brasil: falta de profissionais qualificados no mercado. Temos uma grande massa desqualificada para exercerem funções básicas, e uma minoria de pessoas realmente qualificadas. Não existe um meio termo. Atualmente as pessoas qualificadas são uma minoria e por isso estão super valorizadas. Muitas empresas não tem condições de contratar este tipo de gente com seus altos salários. Por outro lado, temos muitas pessoas que aceitam receber baixos salários mas não atendem as necessidades das empresas. A alternativa que tenho visto ser a mais adotada é criar seus funcionários dentro da empresa, ou seja, contratar pessoas sem muita experiência e esperar alguns anos até que a “jóia” esteja lapidada.

Vemos então empresas e empregados incapazes de desenvolver novos produtos, trazer novas idéias, adotar altos padrões de qualidade e adotar de alta tecnologia. Sem profissionais qualificados, como podemos ter empresas de destaque no cenário internacional? O Brasil está acostumado com isso, por isso, estamos acostumados a comprar apenas pelo preço baixo, nunca esperando alta qualidade.

Este cenário de baixa educação deixa as empresas cheias de funcionários desmotivados e descontentes que sempre receberão baixos salários, sem perspectiva de crescimento. Da mesma maneira que falamos “vocë é o que você come”, podemos dizer que uma empresa é os funcionários que nela trabalham. Ou seja, nossas empresas também ficam com pouca perspectiva.

Tenho notado que muitas pessoas estão fazendo uma universidade apenas para ter o diploma e justificar um possível aumento de salário. Como empresário, tenho visto mutias pessoas que passam anos fazendo uma universidade, mas após esse período, não conseguem trazer absolutamente nada de novo para a empresa. As pessoas precisam saber aplicar na prática aquilo que aprenderam na teoria. Um pedaço de papel (diploma) não faz ninguem mais inteligente ou mais valioso. No final das contas, tudo o que este suposto “universitário” aprendeu, foi a própria empresa que ensinou ao longo dos anos, criando supervisores e chefes que mal sabem fazer uma regra de três, ou cálculos um pouco mais complexos para um planejamento correto.

Mesmo tendo funcionários que “deixam a desejar”, não podemos mandá-los embora pois sabemos que não encontraremos nada melhor.

Eletricidade no Brasil entre as mais caras do mundo: famoso Custo Brasil

Fiquei mais uma vez surpreso e revoltado em ouvir que o custo da energia elétrica no Brasil está entre as mais caras do mundo… em algum lugar ouvi até que seria a segunda mais cara do mundo !!! Um país cheio de hidroelétricas, que são consideradas a forma mais barata e limpa de gerar energia, não pode ocupar mais uma vez uma posição medíocre e vergonhoza neste ranking. E comparando com os outros paises emergentes de destaque (os Brics) nossos custos superam 130%. Vemos realmente que entre os Brics, o Brasil é aquele que está mais longe de poder chegar a ser um pais considerado “desenvolvido”.

O preço da energia elétrica influencia o custo de todos os produtos, gerando mais uma vez, um efeito cascata nos preços de toda a cadeia produtiva até o consumidor final. Este é mais um capítulo do famoso Custo Brasil. A cada dia descubro novos números bizonhos do Brasil e problemas estruturais que tornam o Brasil um país com competitividade zero.

Com custo de energia alto, impostos elevados, encargos trabalhistas altos, sistema de transporte caro, e sistema educacional entre os piores do mundo que não formam pessoas capacitadas, o custo final de qualquer produto fica muito alto, empresas são obrigadas a trabalhar com margens de lucro minúsculas (para manter alguma competitividade e viabilidade), pagar salários cada vez menores, focar a redução de custos usando produtos de baixa qualidade, ou seja, ruim para todos.

Por isso, nosso país só é competitivo nos produtos em que a natureza deu uma ajuda: produtos agrícolas e recursos minerais. Até quando o Brasil será um pais que só sabe exportar soja, laranja e minérios??

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-08-10/custo-da-energia-para-industria-no-brasil-e-50-mais-alto-que-em-outros-paises-mostra-estudo-da-firjan