Não podemos mais escolher os funcionários que vão trabalhar em nossas empresas.

Achei esta notícia falando que as empresas tem preconceito em contratar pessoas com deficiência intelectual. Isto prova que as pessoas acham que empresas servem para fazer caridade, que as empresas são fábricas de fazer dinheiro, e me convenço que (e não só por isso) as empresas estão ficando proibidas de contratar funcionários que acreditamos ser melhores para nossas empresas sempre sob o pretexto de preconceito.

http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade/noticias/0,,OI5113238-EI17840,00-Preconceito+dificulta+contratacao+de+deficiente+intelectual.html

Claro que como ser humano, eu sinto pena em ver que nosso ambiente competivivo não abre portas para deficientes de qualquer tipo. Mas o governo precisa facilitar isso, oferecendo incentivos as empresas que contratam deficientes e leis mais flexíveis pois os é dever do governo oferecer oportunidades a estas pessoas. Eu teria orgulho em poder ajudar estas pessoas e contratar deficientes na minha empresa, pois sei que eles podem render bastante, mas será 70%, 80% de uma pessoa normal. Considerando que a maioria das empresas no Brasil são pequenas, precisamos de pessoas sem limitações que possam desempenhar diversas funções diariamente. Esses 20 a 30% de diferença poderiam ser custeados pelo governo.

Muitas leis engessadas colocam em risco a contratação de deficientes. Existe um termo chamado de “isonomia” que vai exigir que todas as pessoas que ocupam o mesmo cargo tenham o mesmo salário. Na maioria das vezes uma empresa não vai poder pagar o mesmo salário para um deficiente que acabará rendendo menos do que uma pessoa totalmente capaz. A empresa é obrigada a gastar mais com adaptações na empresa inteira (por exemplo, acessos a cadeira de rodas, escadas, sanitários, etc) e ainda conceder algumas regalias que poderão ser mal vistas por outros funcionários. É um assunto muito delicado, onde a empresa fica ainda mais em risco de tomar processo trabalhista por algum funcionário que se sentiu discriminado ou deixou de investir em alguma coisa que facilitaria a rotina do deficiente.

Ainda no quesito preconceito, existem diversas regras do que é proibido durante uma contatação, conforme link abaixo:

http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/anunciosdiscriminatorios.htm

Não pode haver discriminação por idade, sexo, opção religiosa, estado civil, entre outros. Isso é um absurdo e vou mencionar alguns exemplos para provar que estas proibições são descabidas. A empresa vai continuar escolhendo quem eles querem, mas sem falar abertamente os motivos das contratações.

Idade: sabemos que o custo de vida de uma pessoa de 20 anos é muito menor do que uma pessoa de 50 anos. Então, sabendo que o salário vai ser baixo, porque eu vou querer contratar uma pessoa com custo de vida mais alto? Mesmo que esta pessoa aceite o emprego, eu tenho certeza que em poucos meses, ela ficará insatisfeita e vai ficar constantemente tentando achar um outro emprego que pague melhor. A empresa perde com a rotatividade, custos recisórios, treinamento, entrosamento da equipe, comprometimento, entre outros.

Sexo: apesar da onda de feminismo, sabemos que homens tem mais resistência física do que as mulheses. As mulheres que suportam carregar peso são ainda uma minoria. Então para um cargo que exige resistência física, porque eu vou querer arriscar em contratar uma mulher que irá render menos, se cansar menos e ainda viver rodeado por outros homens que poderão trazer constrangimentos futuros ? Esta é a realidade atualmente e não são essas leis que vai mudar a sociedade, neste quesito pelo menos.

Raça, Religião, classe social e outras coisas delicadas: para a maioria dos cargos e funções, raça e cor não faz diferença. Mas o fato é que no mundo todo, alguns grupos preferem fazer negócios com pessoas do seu mesmo grupo. Não sou psicólogo, mas as pessoas semelhantes sempre acabam se entrosando melhor. Muitos judeus preferem fazer negócios com judeus, japoneses também tem uma comunidade fechada, ricos gostam de falar com ricos e pobres com pobres. Sabemos que aparência conta muito: e todos estes fatores influenciam na sua aparência, na sua roupa, na sua fala, etc. Se minha empresa tem muitos clientes judeus, é obvio que vou querer contratar um vendedor judeu. Se minha loja vende produtos do nordeste, nada melhor do que um nordestino que já morou no nordeste e conhece seus hábitos. Não tem porque eu contratar um “alemão” neste caso.

Já existe também algumas campanhas para incentivar a contratação de ex-presidiários. Ninguem quer ter um ex-presidiário por perto, muito menos dentro de nossas casas ou como companheiros de trabalho. Infelizmente não podemos confiar em ninguem atualmente, muito menos num ex-presidiário, já que sabemos que as prisões não recuperam ninguem. Deixemos de hipocrisia. Precisamos dar oportunidades a muitos trabalhadores honestos e pessoas de bem que ralam o dia inteiro para ganhar muitas vezes um salário muito baixo. Ex-presidiários deveriam ter cargos públicos específicos (e bem restritos) custeados pelo governo, monitorados de perto e ganhando pouco até eles provarem que merecem uma chance em outros cargos.

Como dono do meu negócio, eu gostaria de poder contratar quem eu quisesse a meu próprio critério. Afinal quem vai pagar a conta sou eu, e sou quem melhor conhece meu próprio negócio.

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