Mais produtos precisam certificação Inmetro, causando o fechamento de pequenas empresas ou projetos inovadores de pequeno porte. Empresas cerificadoras estão fazendo a festa e metendo a faca!

Importo da Europa um produtos eletrodomésticos inovadores em pequena quantidade. Agora o governo passou a exigir a certificação Inmetro para muitos produtos, incluindo os meus.

Acho interessante (como cidadão) saber que os produtos seguem normas básicas de segurança e também como empresário saber que não teremos concorrentes de péssima qualidade empurrando os preços para baixo. Por isso, sou a favor do selo Inmetro, porém, ao entrar em contato com empresas que emitem os certificados percebi que eles não estão dando atenção às pequenas empresas. O atendimento é péssimo. Parece que as grandes empresas estão tendo que certificar muitos produtoss e por isso, os pequenos empresários como eu ficam no fim da fila.

Questionando qual dos meus produtos necessitam do Inmetro, eles sempre dizem todos, sem mesmo analisar meus produtos (mesmo alguns inovadores que nem tem uma classificação própria). Estou sentindo que as informações deles são tendenciosas e mentirosas para acabarmos gastando mais dinheiro. Como não tenho pessoas especialistas no assunto e não entendo disso, sou obrigado a acreditar neles.

O valor para emissão do certificado é altíssima. Vai custar entre R$20.000 e R$30.000, além de uma mensalidade por uso da marca entre R$400 e R$800. Atualmente meu fornecedor na Europa segue diversas normas interncionais e tem excelentes padrões de qualidade, e nessas horas parece estes padrões de qualidade não tem tanto valor assim. Em alguns casos, as empresas tem que pagar viagens, hotel e despesas de viagem para que os fiscais do Inmetro possa visitar a fábrica em outro país e fazer a inspeção na fábrica.

Isto penaliza as pequenas empresas, dificulta o lançamento de novos produtos, produtos inovadores ou produtos especializados (que atendem um nicho de mercado e por isso com pouca venda). Por outro lado, isso protege grandes empresas que tem várias linhas de produtos com vendas em grande escala. Estes tem verba e volume de vendas que justificam a certificação.

Vamos pegar como exemplo o mercado de secador de cabelos: neste cenário de grandes volumes e alto custo de certificação, nunca mais teremos pequenos importadores de secadores de cabelo. A tendência é que as empresas diminuam sua gama de produtos, ao invés de oferecer 5 ou 6 opções de compra, elas vão oferecer apenas os 2 modelos mais vendidos, já que os volumes que vendem menos não pagará o custo do selo Inmetro.

As cotações que recebi também são incompletas e não serão completas enquanto eu não aceitar o orçamento inicial para prosseguir. A medida que os documentos são analisados, eles poderão pedir mais documentos e cobrar por isso. Ou seja, não sabemos ao certo quanto iremos gastar no final.

Vejo que a única saída seria ter uma empresa certificadora subsidiada pelo governo para baratear o custo da certificação e viabilizar pequenos negócios e importações de pequeno porte. No meu catálogo de produtos, tenho pelo menos uns 10 produtos inovadores da Europa que não poderei mais vender pois eram vendas sob encomenda por tratar-se de produtos especiais sem similar no mercado nacional. Por ser um pouco mais caro do que a média do mercado nacional, as vendas são pequenas. Não tenho como tirar um selo Inmetro para um produto que não venderei mais de R$20.000 no ano. Caso eu decida em investir no Inmetro, o custo do produto também ficará absurdamente alto.

A corrupção é tão descarada no Brasil: as televisões mostram tudo com todos os detalhes, roubos milhonários, mas nada muda. Quem paga a conta são os empresários e população contribuinte.

A corrupção está muito descarada no Brasil. Todas as semanas os principais canais de televisão mostram os maiores escândalos, desvios de verba, licitações forjadas, tudo gravado em câmeras ocultas ou telefonemas, troca de favores entre partidos, etc. Tudo acaba em pizza. Ninguem é preso. Pelo contrário, continuam no poder e roubando cada vez mais. Nada serve como prova.

Nesta hora, descobrimos que apenas as pessoas que entrarem no esquema podem lucrar. Apenas empresas que pagarem dinheiro por fora, tem condições de se manter. Então se cria uma condição extrema para as empresas: o governo é obrigado a aumentar cada vez mais as arrecadações com impostos para cobrir toda esta roubalheira. Como a roubalheira é alta, fazem campanhas para justificar a criação de novos impostos para a saúde, educação e por ai vai.

A carga tributária fica totalmente impossível de ser paga pelas empresas, que em atitudes extremas são obrigadas a sonegarem os impostos ou pagar propinas para receber benefícios do governo e se manterem vivas. Este é um círculo vicioso sem fim.

As pequenas empresas ainda tem alguns benefícios, mas a medida que elas crescem, os custos e impostos crescem também, assim como fiscalizações e exigências que antes não acontecia. Ou seja, as pequenas não interessam ao governo corrupto pois geram pouco dinheiro e esta é uma das únicas maneiras de ficar fora do sistema de corrupção. Empresas médias e grandes em algum momento vão se deparar de frente com a corrupção: ou paga ou fecha a empresa. Qualquer empresário que cresceu um pouco sabe disso!

No final, as empresas pagam a conta tendo que sustentar o governo e também prover todos os direitos básicos aos funcionários (que deveriam ser providos pelo governo como saúde, educação, fundo de aposentadoria, etc.)

Lula: um retrato de como funcionam as leis trabalhistas no Brasil. Aposentadorias e direitos acumulados e uma invalidez forjada por causa de um dedinho.

Analisando nosso ex-presidente Lula, vemos como as leis trabalhistas no Brasil são super protetoras e permitem abusos descarados por parte dos funcionários.

Todo mundo sabe que o Lula não tem o dedinho da mão. Creio que muitos já pararam para pensar: está na cara que ele propositadamente causou este acidente só para conseguir a aposentadoria e conseguir esta mamata do governo sem trabalhar (como se fosse uma vítima). Ele, por sinal, assim como todo político é especializado em inventar alternativas para ganhar benefícios do governo. Atualmente o Lula recebe aposentadorias pela invalidez e também referente a uma anistia bem discutível. E ainda leio sobre uma possível terceira aposentadoria não sei da onde (como não existe transparência no governo, nunca sabemos o que é fato ou invenção).

Um dedinho não deixa ninguém incapacitado, apenas limitado. E se depois ele passou a desempenhar outras funções e cargos, não faz sentido pagar aposentadoria para uma pessoa plenamente capaz e devidamente empregada.

Isonomia e Discriminação quando pagamos um beneficio a um funcionário e não a outros. A lei nunca beneficia a meritocracia e sim as promoções automáticas!

Recentemente um funcionário da empresa me comentou que recebeu uma proposta de emprego em outra empresa. Além de um salário um pouco maior, ele receberia plano de saúde melhor, vale refeição e poderia ficar com o carro da empresa mesmo nos finais de semana.

Não tenho condições de alcancar a proposta oferecida pela outra empresa, mas poderia oferecer um plano de saude diferenciado (em relação ao que ele tinha atualmente) e um valor refeição. Não só o vale refeição, mas também o uso do carro para uso particular é complexo, pois poderá gerar reclamação trabalhista posterior pedindo natureza salarial sobre estes benefícios.

Neste momento, realizando a pesquisa na Internet (e também experiencias e comentários anteriores), localizei vários artigos mencionando ações indenizatórias quando oferecemos benefícios diferenciados para cada funcionário. Neste ano mesmo, um funcionário meu colocou um processo trabalhista pedindo um valor altíssimo referente a danos morais pois alguns funcionários haviam recebido uma premiação no final do ano e ele não. O prêmio foi de R$500, e por isso, ele pedia 100 vezes o valor, ou seja, exigia o pagamento de R$50.000. Só de saber que um funcionário e um advogado tem o direito e a cara de pau de pedir R$50.000, já me sinto injustiçado e vejo como os empresários ficam a mercê da lei, podendo eles exigirem valores desproporcionais, completamente fora da realidade.

Então se eu oferecer um vale refeição para uma pessoa, serei obrigado a dar o mesmo benefício para todos os outros funcionários? Nunca prometi vale-refeição para nenhum funcionário, e agora todos se acham no direito de recebê-lo?? Quando forem embora vai colocar-me um processo trabalhista, não só querendo receber os valores retroativos do vale-refeição como também décimo terceiro, férias e todos encargos trabalhistas??

Essa é a fórmula para R$100 por mês, se transformar num processo trabalhista de mais de R$10.000 após alguns anos (por funcionário que entrar na justiça).

Os funcionários querem crescer na empresa e ter aumento salarial todos os anos! Expectativas frustradas.

Fundei minha empresa há 12 anos. No começo era apenas eu mais um ajudante. Ao longo dos anos, a empresa foi crescendo e os funcionários tiveram condições de crescer juntos e recebendo promoções, já que o lucro também era crescente. Porém a empresa ficou estagnada nos últimos 3 anos e isto frustrou a maioria dos funcionários.

Nossos funcionários tinham 20 anos e agora tem 30 anos, tem mais contas para pagar, familia, filhos, carro, etc. Estes primeiros funcionários cresceram, porém os funcionários que entraram nos ultimos 2 ou 3 anos estão começando a ficar insatisfeitos por não terem sido promovidos ou aumentos salariais significativos.

Infelizmente como a empresa não cresceu, não pude aumetar os salários. Na realidade tive prejuízo. As pessoas se formam, estudam, querem comprar um carro, uma casa, então esperam que a cada ano, os salários sejam maiores para concretizar seus sonhos.

Como a empresa está estagnada, os reajustes salariais serão mínimos. Os funcionários só vão subir se alguem for mandado embora ou se a empresa voltar a ser lucrativa. Como cair é rapido e subir é devagar, ainda precisarei de muitos meses para recuperar o ritmo. Nestas horas, os funcionários começam a fazer corpo mole para serem mandados embora, afinal não querem perder as verbas recisórias nem o seguro desemprego de 5 meses.

Em suma, os funcionários querem aumentos seguidos, mas uma empresa dificilmente cresce todos os anos. Alguns anos positivos, outros estáveis e as vezes negativos.

Sindicatos querem aumento salarial devido a desoneração na folha.

Já falei em outros artigos que os sindicatos hoje são entidades que ganham bilhões de reais e lutam em benefício próprio, perdendo o propósito de defender os trabalhadores.

Agora que algumas indústrias vão ter desoneração na folha de pagamento, os sindicatos já cogitam fazer pressão para aumento dos salários, conforme link abaixo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,sindicatos-querem-fatia-da-desoneracao-na-folha-,884157,0.htm

1) O Brasil tem elevado seus impostos a cada ano, e a carga tributária é o grande vilão das empresas. Neste momento em que as empresas vão conseguir o primeiro alívio, os sindicatos já querem reivindicar algo??? Então quando os impostos subirem, os salários poderão cair? E todos estes ultimos 20 anos em que os impostos só subiram? No Brasil é assim, tira de um lado e põe do outro. Fica sempre a mesma coisa.

A lei e o sindicato sempre diz que o risco do negócio cabe ao dono da empresa. Normalmente o risco do prejuízo é quase infinito, você pode investir muito e não conseguir vender nada. O risco de lucro e sucesso nunca é alto, ou seja, você sabe que seu lucro não vai ser 100%, provavelmente será de 10% a 30%. Conhecemos vários empresários que perdem tudo (ou quase) na vida, centenas ou milhares. Empresários que ficam milhonários são poucos, talvez dezenas. Falado isto, noto que os sindicatos sempre querem ganhar quando as empresas lucram, como neste caso da desoneração da folha, ou no novíssimo PLR (Participação nos Lucros). Porém quando temos prejuízo, os funcionários ficam blindados sem poder pagar por isso. Totalmente injusto. No momento em que as empresas crescem, os reajustes salariais e benefícios devem ser maiores. Nos anos em que as empresas vão mal, o sindicato não quer saber e exige o reajuste salarial (dissídio) da mesma maneira.

 

A comissão para vendedores é missão quase impossível. Cuidado!

Gostaria de salientar a dificuldade que é uma empresa tentar recompensar seus funcionários pela sua boa produtividade. Vou tratar especificamente desta vez em pagar uma comissão percentual sobre as vendas para seus vendedores:

a) Os custos trabalhistas são muito altos, e fica dificil calcular as comissões aos vendedores pois normalmente as margens de lucro são apertadas: lembre-se que a empresa precisará pagar muito mais além da comissão que você combinar com seu vendedor: o DSR (descanso semanal remunerado) é muito alto, tem o 13 o. salário, férias + 1/3, FGTS, impostos, entre outros. Normalmente você descobre o saldo desta conta no final do ano ou quando precisa mandar embora um funcionário deste.

b) Brigas internas sobre esta comissão. Se houver mais de um vendedor, sempre haverá uma briga não saudável, para definir qual vendedor irá atender o cliente e quem merece esta comissão. Os vendores não vão querer ajudar quando sabem que outra pessoa irá ganhar a comissão. Se houver auxiliares de vendas que não ganham comissão e vendedores que ganham, os auxiliares sempre vão ficar achando que não estão sendo reconhecidos e fizeram grande parte do trabalho, criando uma briga com os comissionados e mal atendimento ao cliente.

c) No início do trabalho, quando o vendedor ainda precisa de um tempo para se adequar ao produto, as comissões precisam ser mais altas para dar o ganho que o vendedor almeja ja que as vendas serão baixas. Ao longo dos anos quando o vendedor achou vários clientes, estas comissões inicialmente altas vão gerar valores muito altos para os vendedores, que não aceitarão ter as porcentagens redefinidas para baixo. Outros funcionários da empresa de outros departamentos vão ficar insatisfeitos em saber que a renda do vendedor subiu muito, e eles que estão dando o suporte nos diversos departamentos não estão ganhando mais por isto.

d) Controle de pagamento das comissões: se prepare para gastar algumas horas por mes para lançar os pedidos dos vendedores, calcular as comissões combinadas que não é tão facil de fazer como parece. Normalmente cada pedido vai ter uma comissão diferente devido aos descontos dados. Outra coisa: em algum momento, o vendedor vai querer receber as comissões adiantadas sob justificativa que está com contas atrasadas em casa. Já pense com antecedência como você irá agir.

e) Pela lei, a comissão deve ser paga independetemente do pagamento do cliente. Ou seja, se um cliente dá um calote, a comissão do pedido deve ser paga do mesmo jeito sem descontos. Pela lei, o risco do negócio é do empresário e não do vendedor. Acho isso um absurdo pois o vendedor deve também escolher clientes idôneos e passar informações confiáveis sobre as condições dos clientes. Afinal, eles sempre ouvem rumores e tem condições de avaliar os clientes durante as visitas (estrutura do cliente, humor dos funcionários, quantidade de clientes, se a produção está parada ou não). O vendedor pode prever os clientes que são mal pagadores mais do que o dono da empresa ou funcionários internos que fazem a análise de crédito dos clientes apenas pelo computador. Tem aqueles clientes também que estão quebrados e colocam pedidos rapidamente (sem pedir desconto, ou querer negociar preços e prazos de entrega). Se o risco é por conta da empresa, devo salientar que existe o risco de prejuízo e também de lucro. A partir do momento que o vendedor ganha no lucro, também deveria pelo menos não ganhar em caso de prejuízo.

A solução para mim foi abolir as comissões, e pagar apenas um fixo. Mas ai temos o problema da falta de comprometimento ou dedicação. Estou tentando criar metas para incentivar os vendedores, mas também é dificil definir metas. A área de vendas é cheia de incertezas, variações e variáveis demais no mercado para conseguirmos fazer projeções de metas. As metas não podem ser fáceis, mas também não impossíveis. É dificil encontrar este balanço.