Pequenas empresas ainda perdem tempo demais com emissão de Nota Fiscal Eletrônica.

a NFE já virou padrão há muitos anos no Brasil com seus XMLs e PDFs. Isso representou um grande avanço no controle do governo sobre as empresas, redução de fraudes e fiscalização tributária. Eu achei muito bom pois diminui a concorrência desleal dos fraudadores contumazes, incentiva que todas empresas tenham um mínimo de formalização, e quanto mais informatizar os sistemas do governo, mais fácil será contornar a alta burocracia com softwares.

Minhas empresas que sempre foram de pequeno porte sempre utilizaram o emissor gratuito de NFE. São dezenas de campos para serem preenchidos e a cada ano que passa esta complexidade aumenta. O empresário que não entende tributação no Brasil com certeza vai viver na corda bamba, seja por calcular sua margem de lucro totalmente fora da realidade, ou estar exposto a uma fiscalização tributária que pode fechar a empresa a qualquer momento (pois as multas são absurdas). Hoje o governo não depende mais de pessoas para fazerem análises contábeis das empresas pois os computadores conseguem cruzar todos os números em tempo real e enviar as multas eletronicamente. Esta complexidade tributária que muda literalmente todos os dias reflete em como devemos emitir as notas fiscais.

Para mim e grande maioria das pequenas empresas, um ERP de ponta ainda é um custo alto demais, principalmente falando em indústria. Já existem softwares com mensalidades bem acessíveis para revendas (microempresas), mas se formos falar de Substituição tributária, DIFAL, e várias particularidades nos impostos, os sistemas mais simples não estão preparados.

As empresas de software ainda não tiveram tempo suficiente para fazer um sistema que consiga atender toda complexidade que é emitir uma nota fiscal, e como o governo muda sempre as regras, creio que vai continuar esta corrida de gato e rato sem fim.

A verdade é que há mais de 2 anos, havia apenas 1 ou 2 opções de emissor de nota fiscal de baixo custo que eram tão capengas quanto o gratuito. Hoje já encontro umas 30 opções bem melhores que antigamente, mas ainda no meio do caminho para atender a complexidade tributária no Brasil. Espero que em mais 1 ou 2 anos, estas opções já tenham evoluído a um ponto que não precisemos gastar uma fortuna para ter um simples programa de emissão de nota fiscal.

Infelizmente hoje a realidade é perder várias horas por semana tirando duvidas com o contador, perder 5 a 10 minutos para emitir uma nota fiscal mais simples, e se for “aquela mais complexa” demorar quase meia hora.

O lado positivo é que cada vez mais teremos opções de software com preços mais acessíveis para desburocratizar as empresas e reduzir custos administrativos. E como a educação no Brasil é uma porcaria, os analfabetos funcionais serão contratados apenas para dar OK no computador e apertar ENTER pois os programas farão todo o raciocínio.

Grandes empresas estão abusando nos longos prazos de pagamento. Se seu produto tiver muita concorrência, prepare-se para ser espremido.

Já tive o privilegio de negociar e vender para grandes empresas no Brasil. Este exercício tem se tornado cada vez mais ingrato e difícil. Eles querem te fazer abaixar as calças e te arrancar tudo que conseguirem. Você vai se sentir um lixo pois as negociações estão ficando indecorosas quase imorais. É muito fácil que você sinta seu orgulho ferido, com raiva e por isso você deverá deixar suas emoções de lado e lembrar que isso são negócios e caberá a você conhecer bem os seus limites e o quanto sua empresa dispõe de margem de lucro para não ficar no prejuízo. Se seu produto for uma commodity, ou seja, seu produto é pouco diferenciado e você tem vários concorrentes, tudo irá virar um leilão para espremer todos os fornecedores.

Então com essas empresas, tudo pode acontecer. Muitas empresas começam a exigir 60, 90 ou até 120 dias como prazo de pagamento. Decidem estipular regras esdrúxulas de pagamento como por exemplo, pagamentos somente as quartas feiras, ou dias específicos dia 10 ou 20 de cada mês. Se o vencimento cair fora destas datas, tenha certeza que eles vão jogar para frente e não para trás. No meu caso, o cliente manda pedidos com prazos alterados sem nos avisar. Pedidos de 2 ou 3 páginas cheias de letras pequenas e em algum lugar lá vai dizer que o prazo de pagamento mudou. Isso para mim é má fé mesmo.

Pedir informações sobre pagamentos também está mais burocrático. Nunca atendem telefones e pedem solicitação por email para responderem quando quiserem nem sempre de forma muito precisa. O financeiro é totalmente independente no sentido que não podemos esperar que ele converse com o comprador com quem você negociou. E em casos em que atrasam o pagamento, não espere desculpas muito menos pagamento de multa e juros.

Se você for um fornecedor regular, ou seja, pretende vender mais do que uma ou duas vezes, não adianta chorar. Adapte-se e dê um jeito em atender os prazos de pagamento solicitados pois essa guerra não vai acabar enquanto você não aceitar os prazos. Já vi casos em que clientes mesmo com o estoque zerado precisando do produto, o cliente se recusa a colocar pedido com prazo de pagamento inferior. Ai no fim, você até pode vencer, mas o cliente vai te fazer trabalhar a noite e final de semana para entregar o pedido com urgência porque o mundo todo vai te ligar cobrando a entrega, mesmo que compras tenha deixado a situação ficar crítica.

Cabe a você impor o limite que quer trabalhar e faz parte da negociação sair fora e dizer que não aceita o pedido (pois eles vão te fazer pressão mandando pedido fora do padrão). Se você confia no seu produto e tem seu preço competitivo, eles vão voltar depois de você pular fora e acabar enviando o pedido corrigido. Se não voltarem, acharam algum outro maluco que atende todas exigências. Muitas vezes seu concorrente não aguenta muito tempo e seu cliente volta mais tarde. Outras vezes caberá a você se ajustar ao mercado e não perder contato com seu cliente para tentar retomá-lo.

Não pense que as grandes empresas não podem se interessar no seu produto. Muitas pequenas empresas vendem para as grandes e você pode também. Este exercício irá elevar sua empresa para outro patamar e abrir portas para outros clientes, melhoria de qualidade e eficiência.

 

Pior do que contratar parentes e amigos SEUS para trabalhar na sua empresa é contratar parentes do SEU SÓCIO.

Mesmo ouvindo várias vezes o provérbio “amigos, amigos, negócios à parte”, várias vezes nos deparamos com situações em que não sabemos como dizer “NÃO” para alguém. Emprestar dinheiro é uma situação típica. Dizer “não” logo de cara dificilmente vai fazer você perder o amigo, mas se você emprestar, tudo pode acontecer. Em muitos casos em que o dinheiro não é devolvido, o cara mau vai ser você que emprestou. Na média, acabei tendo poucos problemas nos meus empréstimos, mas essa história merece um artigo exclusivo.

Esse artigo relata uma péssima experiência minha e tenta convencer você empresário a dizer “não” sempre que seu sócio tentar te convencer a contratar um parente dele. Se for filho/a, não pense duas vezes. Esta pessoa provavelmente: tem pouca ou nenhuma experiência na área da sua empresa, não tem a qualificação que você exigiria se fosse através de uma contratação normal, não tem estabilidade nos empregos anteriores e também sempre ganhavam mal.

Provavelmente este convite vai surgir em um momento em que a empresa não está passando por uma grave crise, ou seja, tem algum dinheiro em caixa. A seguir comento o que acontece: este parente que você acreditava que era fraco, é fraco mesmo; ele será protegido internamente pelo sócio e vai desestabilizar o ambiente de trabalho desagradando os demais funcionários (alguns vão reclamar abertamente, outros ficam com medo de comentar); vão surgir problemas que antes não aconteciam com clientes, fornecedores, internamente e nas áreas em que este parente atuar sobrecarregando os demais; ele vai achar que trabalha muito e ganha pouco, e você acha que paga muito para quem só atrapalha. Logo esta pessoa vai se achar a dona da empresa e arrumar problema com você que é de fato sócio/dono. Esta situação vai ser tolerada até o momento em que o caixa da empresa cair (estamos sujeitos a queda no faturamento a qualquer momento). Você achava que poderia demitir esta pessoa a qualquer momento se não desse certo, mesmo conversando isso com seu sócio e o parente durante a contratação. Pronto, o cenário de briga está formado, mas o que antes era 1 contra 1 (se for apenas 2 sócios), agora são 2 contra você e mesmo que o parente não esteja no contrato social, ele vai te dar trabalho, vai falar mal de você e deixar o clima bem pesado. Qualquer que seja o desfecho da história, ela poderia ser evitada se la atrás você tivesse dito “não”, menos briga, menos dinheiro jogado fora. Se você quiser ter problemas em dobro, você propõe: “se voce colocar seu filho, eu também coloco o meu filho e ficamos empatados”.

Se acontecer isso com você, envie este artigo para seu sócio !!! Diga apenas que é uma situação difícil para você e quer evitar problemas futuros e já sabe de histórias que isso não acaba bem.

Websites e softwares criados pelo governo estão complexos demais e são impossíveis de serem acessados.

O governo brasileiro está cada vez mais implantando sistemas via internet no que chamamos de Big Brother do governo. Os softwares fazem múltiplos cruzamentos de dados, verificam impostos para poder cobrá-los em tempo real e com o E-Social todos os trabalhadores também serão totalmente monitorados com dados pessoais, rendimentos, etc. Ou seja, empresas e empregados sendo monitorados diariamente. Só os políticos pelo jeito não são monitorados da mesma forma.

O problema que aconteceu recentemente na emissão das guias para o pagamento dos impostos no E-Social para cadastrar as empregadas domésticas e suas empregadoras é somente a ponta do iceberg. O sistema simplesmente não funcionava e o governo insistindo que se o pagamento fosse feito fora do prazo, haveria multa. Agora como empresário, tenho percebido este mesmo problema em dezenas de sites do governo para diferentes finalidades. A cada mês, a empresa de contabilidade que nos presta serviços menciona uma nova obrigação, um novo website a ser acessado, a necessidade de baixar um novo programa. Cada órgão do governo cria um site ou programa novo. Cada órgão de cada cidade, de cada estado, e por ai vai (ou não vai).

Para começar, o certificado digital que deveria ser pessoal e intransferível já não funciona direito. Várias vezes a nossa contabilidade pediu para retirar meu certificado digital e informar a senha. Ou seja, estou literalmente entregando minha assinatura digital para terceiros. Por quantas mãos meu certificado vai ter que passar na contabilidade? Isso é pior do que assinar um papel em branco. Tanto a contabilidade como também a própria atendente que emite o certificado digital confirmou que isso tem sido necessário, mesmo sendo absurdo.Até onde fui informado, nem todos os sistemas permitem criarmos procuração eletrônica para nossos contadores, o que exige que o dono da empresa entregue seu próprio E-CPF ou E-CNPJ.

Existe também outros sistemas no governo que exige download de programas, configurações e treinamento. Então o contador me liga e diz o seguinte: “se você não quiser me entregar seu certificado, você poderá baixar os programas, inserir as informações e depois baixar outro programa para realizar o envio via internet”. Por mais que eu receba todas instruções, não tem cabimento o dono de uma empresa ter que ficar o dia inteiro na frente do computador baixando e instalando esse monte de programa que o governo exige. Para isso é que eu pago contador. Ele sim vai baixar todos os programas, inserir os dados e ser plenamente treinado para fazer o procedimento certo.

Mas ainda assim, o contador não pode fazer tudo. As vezes, somos obrigados a entrar direto no site de algum órgão do governo diretamente. Que merda: para cada site, você tem que testar vários navegadores. As vezes é Google Chrome, mas não Internet Explorer. Outros vão mais fácil no Firefox. Outras vezes eu consigo somente no Opera. Estes sites dão erro várias vezes. O governo não disponibiliza nenhum telefone para resolver problemas, e quando muito, eles tem um formulário para envio de reclamações que será respondido por email. Como é possível ajudar alguém nestes casos por email, sendo respondido após 5 dias úteis e você com prazo pra cumprir para não pagar multa? Tem programa que só funciona nas versões mais antigas. Ou seja, se seu computador for muito atualizado, não adianta tentar. Fico revoltado pois eu tenho conhecimentos avançados em computador e mesmo assim apanho feito criança. Fico imaginando quem não possui tanta familiaridade.

Perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu. Mas recentemente ocorreu isso comigo e poderei mostrar exatamente ao que me refiro. Recebi uma notificação digital para fiscalização da minha empresa. Para isso, tive que entrar em um site que nunca tinha ouvido falar. Entrei com certificado digital e após algumas tentativas (deveria ser de primeira, mas fico feliz que entrei em menos de 20 minutos sem dar pau), consegui baixar a notificação e as exigências. No outro dia, descobri que precisaria responder a esta notificação também por internet e anexar documentos através de outro site. Em nenhum local mostrava o endereço deste site. Tive que perguntar ao contador: chama-se e-pat (https://www.fazenda.sp.gov.br/ePAT/portal/). O site pede o certificado digital 2 vezes, sendo que na segunda vez sempre deu pau. Resultado: passei horas na frente do computador e não consegui entrar no site. Eles ainda colocam um manual para download cheio de procedimentos: apagar cache do navegador, excluir pasta XXX, reconfigurar tudo. Fiz todo o procedimento e nada. Ou seja, desconfigurei todo meu computador para nada.

No final das contas, a informatização que deveria agilizar e facilitar os processos, acabam só representando mais burocracia ainda. Temos que perder mais tempo para passar mais informações ao governo que será usada simplesmente para controlar seus impostos pagos e cobrar mais multas injustas. Espero que algum dia no futuro estes sistemas funcionem realmente para não dependermos mais de ir num balcão de atendimento público e conseguir tudo via internet. Mas enquanto isso, as empresas tem sofrido cada vez mais com estes inúmeros sistemas, que exigem inúmeros cadastros, downloads e dificuldades de acesso.

Método de recolhimento do FGTS para domésticas deveria ser estendido a todos os trabalhadores da CLT.

Achei muito interessante o método de recolhimento do FGTS das empregadas(os) domésticas(os). Os patrões pagam a parcela mensal normalmente acrescido de 3,2% referentes a multa de 40% da rescisão. Pode parecer estranho ouvir isso de um empresário mas vou explicar porque isso é melhor para empresas e empregados.

Pelo empregado é ter a certeza que o dinheiro já está garantido em caso de demissão: quantas empresas quebram e os funcionários saem sem um tostão furado?

Para o empresário é o seguinte: esta multa de FGTS vai ter que ser paga de qualquer maneira (afinal 99% dos empregados são dispensados ou pedem para ser mandados embora). Então nada melhor do que recolher estas parcelas em “suaves prestações”, ao invés de pagar uma mega bolada em uma data que nem sabemos quando. Nos casos em que o funcionário pedir as contas, a empresa pode se ressarcir deste valor e não perde o dinheiro.

Outra questão é que sou a favor que todos os direitos dos empregados sejam pagos mês a mês, e não na demissão ou nas férias ou empurradas para frente. É impossível calcular o custo de um funcionário hoje (tantas leis, benefícios, extras, cálculos complexos, GPS, FGTS, 13o, 1/3 sobre férias, aviso prévio, etc). Um dos pilares para uma empresa sobreviver é conhecer seus custos, mas infelizmente no Brasil está é uma árdua tarefa principalmente para pequenas e médias empresas que precisariam refazer todos estes cálculos mensalmente.

Como seria bom se pudéssemos recolher tudo mensalmente. FGTS um pouco todo mês. Décimo terceiro salário não no final do ano e sim um pouco por mês. Adicional de férias também, assim como todos os outros direitos. Assim, o custo mensal de um funcionário estaria totalmente claro tanto para a empresa como para o funcionário (aposto que a grande maioria dos funcionários não sabem calcular seus próprios recebimentos líquidos). Uma hora extra que um funcionário faz, vai refletir em tantas outras contas que fica impossível saber aonde o custo vai chegar no final.

A intenção desta tática não é retirar benefícios, apenas transforma-los em recolhimentos mensais para as empresas (os funcionários podem continuar recebendo nos prazos atuais). Pode encarecer os produtos no curto prazo pois as empresas vão descobrir o real custo da mão de obra, mas em pouco tempo o mercado se ajusta. Muitas empresas não conseguem se planejar nos custos trabalhistas e assim os custos ficam mais transparentes. Quando uma empresa estiver mal das pernas, a dispensa não irá afundar a empresa de vez nem deixar os funcionários sem seus direitos. Hoje a grande parte das empresas acha que estão lucrando durante o ano, mas quando vai pagar o décimo terceiro salário descobre o rombo real nas contas, ou principalmente quando vai mandar embora um funcionário de longa data.

Burocracias e “alvarás” são armas para o governo extorquir dinheiro de pequenas a grandes empresas. Hospital com mais de 50 anos foi ameaçado de fechar por falta de “alvará”.

Fiquei perplexo ao ler que um hospital instalado no mesmo endereço há décadas foi interditado pela falta de um alvará… alvará de funcionamento. Já falei da corrupção e dificuldade em obter estes alvarás da prefeitura de São Paulo (https://empresarioheroi.com/2012/05/17/alvara-de-funcionamento-na-prefeitura-de-sao-paulo-missao-impossivel/ )

e é muito revoltante que ano após ano, sai prefeito e entra prefeito tudo continua igual ou pior.

Este hospital (e qualquer outra empresa) consegue tirar “alvará do bombeiro”, vigilância sanitária, Cetesb e tantas outras burocracias do país (CNPJ, inscrição estadual, municipal, cadastros nos sindicatos, etc)… investem milhões em equipamentos, pessoal, etc… mas esse bendito alvará de funcionamento é impossível. Entra com processo e ele não anda… anos sem resposta… pedem exigências só para prolongar mais as coisas. E chega a fiscalização avisando: “vamos fechar seu estabelecimento”… O governo deveria ter a intenção de facilitar e incentivar a abertura de negócios, mas vemos que eles fazem de tudo para “fechar seu estabelecimento” sem pensar nos empregos gerados, prestação do serviço a comunidade, toda riqueza que é gerada direta e indiretamente (inclusive impostos). Não é difícil entender porque todos os anos aparecem empresas sendo fechadas por falta de alvará e fiscais sendo presos por receber propina. É impossível ser 100% honesto quando o governo te impõe todas as dificuldades possíveis até você ficar de joelhos. Brigar com o governo é guerra perdida.

 

http://jornaldagente.tudoeste.com.br/2015/09/26/regiao-corre-risco-de-perder-mais-um-hospital/

O Hospital Albert Sabin (Lapa Assistência Médica Ltda) foi interditado pela Subprefeitura Lapa em dois processos administrativos por não apresentar a Licença de Funcionamento. A Subprefeitura Lapa informa que um dos processos (2010-0.221.968-6) refere-se o prédio da Rua Barão de Jundiaí, 485, e o outro (2013-0.349.911-4) ao imóvel da Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 123.

De acordo com o órgão, o estabelecimento da Rua Barão de Jundiaí, 485, está “interditado desde o dia 18 e o prédio da Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 123, desde o dia 21 de setembro. Segundo a Subprefeitura várias autuações inclusive Auto de Intimação para encerrar a atividade foi emitido antes da interdição administrativa. O diretor de Relações Institucionais do Hospital Albert Sabin, Jair Leite Ricci, entregou uma nota à redação do Jornal da Gente na sexta-feira (25).

O texto afirma que as denúncias infundadas e desleais são movidas por um objetivo injustificável de prejudicar o trabalho de mais de 50 anos de um serviço essencial que é a assistência médica, num país com carência de leitos hospitalares e atualmente com a crescente taxa de desemprego. Ricci destacou que o hospital emprega mais de 800 colaboradores diretos e indiretos e opera há mais de 40 anos no mesmo local, desde 1970, sucedendo o então Pronto Socorro de Fraturas da Lapa que começou suas atividades na década de 60. “Nossa instituição zela, como sempre zelou pelo cumprimento da lei, tanto que possuímos a licença de funcionamento perante a Vigilância Sanitária, atualmente inclusive em processo de renovação, que é anual, de modo que todos os anos as autoridades sanitárias vistoriam nossas instalações para averiguar o atendimento às exigências da legislação que regula nosso setor. Perante a Prefeitura do Município de São Paulo possuímos o AVS (Auto de Verificação de Segurança) e o AVCB (Auto de Verificação do Corpo de Bombeiros) e paralelo a isso aguardamos análise, pela Prefeitura, de nosso pedido de anistia, criada pela Lei 13.558/03, protocolado em 2003, para darmos prosseguimento à Licença de Funcionamento. Todas as providências e medidas estão sendo tomadas para resguardar não só o direito do exercício de nossas atividades, mas também o direito de nossos coladores à garantia de seus empregos e o direito da população, principalmente da Zona Oeste, de continuar recebendo um atendimento de saúde de qualidade”, afirma a nota entregue pelo diretor.

A Subprefeitura informa ainda que em caso de não obediência (da interdição) novas medidas serão tomadas além de abertura de inquérito policial por crime de desobediência e Lavratura de Auto de Multa a cada 30 dias enquanto persistir a desobediência. O diretor disse que o hospital vai tomar todas as providências para garantir o funcionamento e o atendimento médico a população.

Desvalorização do real num país com a indústria quebrada que depende totalmente de importações e é incapaz de exportar.

O Brasil não consegue mesmo estabilidade no longo prazo !! Todo ano que entra é uma surpresa e dúvida. Parece que nunca é a hora ideal para investir: seja na ampliação da empresa ou do pequeno empreendedor iniciar seu negócio. Então por isso todos dizem que tem que ter muito culhão para abrir uma empresa e assumir riscos totalmente imprevisíveis.

Este ano não é novidade para ninguém que o Dolar e o Euro (e todas outras inclusive o peso da afundada Argentina) dobrou de valor. Como a indústria nacional está quebrada, tudo que é comercializado no Brasil é feito em grande parte de peças e matérias primas importadas. Resultado: todos os produtos mais cedo ou mais tarde vão duplicar de preço.

As empresas (principalmente as pequenas e médias) não conseguem duplicar o preço dos seus produtos na mesma velocidade do dólar (pois não podem perder venda). Todo mês as empresas são obrigadas a recalcular custos, e isso para os pequenos empresários torna-se uma tarefa muito complexa pois os cálculos de custos fixos, variáveis e tudo mais é muito complexo. Quando percebem, estão vendendo no preço de custo. Empresas que possuem contratos anuais com preço fixo quebram nestas horas ou abaixam as calças. Os últimos anos de certa estabilidade causou a falsa impressão que poderíamos fechar contratos com preços fixos por 12 meses.

Por outro lado, seria este o momento ideal do Brasil multiplicar as exportações, afinal nossos produtos ficaram com preços baixos para outros países. Infelizmente como nossa indústria está quebrada ou obsoleta, nossos produtos também são obsoletos e dificilmente vão ter condições de concorrer em grandes mercados como Estados Unidos e Europa. Tem a questão de nossas matérias primas serem importadas e o custo Brasil alto. Resultado: nossos produtos não tem qualidade e não chegam com preços assim tão baixos lá fora.

Obviamente as commodities fazem a festa. Infelizmente isso é tudo o que o Brasil consegue oferecer lá fora: produtos agrícolas e minérios com baixo valor agregado. Desmatamos o país inteiro para conseguir alguns centavos de lucro na venda de soja, café, laranja, carne, etc. Ainda assim, como exportamos zilhões de toneladas, a balança comercial fica positiva. Mas note que fica na mão de grandes multinacionais que dominam estas commodities. Pequenas e médias empresas não aparecem nestas estatísticas, salvo raríssimas exceções que inovam e fazem mágica (e esses pequenos que dão certo na vida são a “elite exploradora”). A única frase de consolo nestas horas: é nas maiores crise em que aparecem as melhores oportunidades.